sábado, 14 de setembro de 2013

A IMAGEM REFLETE

A imagem que cada um tem de si mesmo é, em grande parte, reflexo daquilo que os outros pensam sobre nós; ou, melhor dizendo, a imagem que cada um tem de si mesmo é em grande parte o que queremos que os outros pensem sobre nós. Não podemos esquecer-nos, além disso, de que a imagem que alguém tem de si mesmo é uma componente real da sua personalidade, e que regula em boa parte o acesso à sua própria energia interior, pensamentos, crenças e desejos. E, em muitos casos, não só permite o acesso a essa energia, como inclusivamente cria essa energia.
Como pode a imagem de si mesmo criar motivação interior?
É um fenómeno que pode observar-se claramente, por exemplo, nos desportos. Os treinadores sabem bem que, em determinadas situações anímicas, os seus atletas rendem menos. Quando uma pessoa sofre um fracasso, ou se encontra perante um ambiente hostil, é fácil que se sinta desanimado, desvitalizado, com falta de energia. Quando uma equipa de futebol joga com entusiasmo, os jogadores organizam-se de uma forma surpreendente. Também isso acontece com os corredores de fundo, os ciclistas, os nadadores: podem estar no limite da sua resistência pelo cansaço de uma grande corrida, mas a aclamação do público ao dobrar uma curva parece pôr-lhes asas nos pés.
A nossa energia interior não é um valor constante, mas depende muito do que pensamos de nós mesmos e daquilo que vemos e para onde dirigimos a atenção, quer seja em nós mesmos ou no mundo exterior. Se me considerar incapaz de fazer algo, será extraordinariamente difícil que o faça, se é que  me proponho a fazê-lo. Além disso, o caminho do desânimo tem também o seu poder de sedução, porque o derrotismo e a vitimização apresentam-se para muitas pessoas como algo realmente tentador, pois se elas se criticarem acreditam que mais ninguém o fará, ficando assim numa situação protegida. Mas esta é certamente uma estratégia de perder/perder.

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