quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Não seja uma mulher perfeita

Há quem diga que está faltando homem. Me parece que quanto mais essa ideia toma forma diante de nossos olhos, mais o desespero feminino se torna latente. Essa é uma constatação tão provável quanto lamentável: estamos perdendo o jogo pra nós mesmas.
Ao passo em que a máxima de que toda mulher, pra ser mulher, precisa de um homem ao lado se solidifica, traz consigo a ideia de que (quase) todo defeito masculino é aceitável: Ele te trai, mas tá faltando homem; Ele te subjuga, mas tá faltando homem. Te trata mal, te expõe ao ridículo e não te faz feliz, mas é melhor – sempre melhor – do que não ter um homem ao lado. Ele é namorado da sua melhor amiga, da sua irmã, da sua mãe ou da sua prima, mas se ele der mole é melhor aproveitar: Não é em qualquer esquina que se encontra um homem (tão valioso que dá em cima da melhor amiga/filha/irmã/prima da própria companheira).
Passamos a nos trair e nos comportar – digo “nós” enquanto mulher, mas, sem hipocrisia, nem de longe compactuo com este comportamento e nem posso generalizar – como se estivéssemos numa guerra permanente em que o prêmio é ter um homem pra chamar de seu.
O pior de tudo isso – sim, ainda pior do que nos trair e nos submeter a comportamentos masculinos inaceitáveis – é que algumas mulheres estão simplesmente deixando de ser quem são: tudo isso em nome de um relacionamento amoroso, ainda que capenga, inútil e infeliz – porque antes mal acompanhada do que só.
O mal do século é que me parece que toda mulher gosta de futebol, toda mulher é tranquila, gente boa e equilibrada.  Toda mulher vira a melhor amiga da sogra e dos amigos dele, e faz carinho no Totó dele e torce pelo time dele. Toda mulher conhece todas as posições sexuais do mundo, é fogosa e completamente liberal: puta na cama e santa na rua, como nove entre dez dos homens sempre sonharam.Toda mulher prefere beber cerveja com os amigos do namorado do que sair com os próprios (a) amigos (a) ou ler um livro, ou ver um filme ou não fazer nada, porque toda mulher tem que ser a mulher perfeita. A mulher que todo homem quer, porque (lembra?) tá faltando homem. E essas mulheres perfeitas, raras e maravilhosas continuam sozinhas, exatamente como temiam. E, não, não vejo mal nenhum nisso. Mas, acredite, elas vêem. E muito.
Essa política da perfeição está se tornando visivelmente monótona ao passo que não há o que ser conquistado, não há o desejo, não há a deliciosa luta diária provocada pelas diferenças: não há problemas, e isso, por mais incrível que pareça, é broxante.
Uma mulher “perfeita” – ou que tenta incansavelmente sê-lo – é incapaz de fazer o que eu arriscaria dizer que é a única coisa capaz de conquistar um homem de verdade – já que é isso que tanto desejam: Desafiá-lo. Torná-lo ansioso pela conquista, fazê-lo construir a felicidade em vez de encontra-la pronta. As Misses simpatias e Senhoritas perfeição estão pecando por excesso.
Não seja a mulher perfeita. Seja você, mesmo que você não goste de futebol e seja ciumenta. Mesmo que você não vá com a cara do amigo mala dele. Mesmo que discorde com a mãe dele de vez em quando e demore pra se arrumar.
A perfeição é monótona e relacionar-se com alguém que não oferece qualquer desafio é deprimente. Desestimulante. Você não precisa – e não pode – ser perfeita pra merecer alguém ao seu lado: suas qualidades serão suficientes, desde que você tenha coragem de não mascarar os seus defeitos. A autenticidade é afrodisíaca. Não seja a mulher perfeita. Seja feliz!


SOBRE RAÍZES E ASAS

Tem gente que não se importa em ficar a vida inteira no mesmo lugar, tem gente que não consegue nem ficar oito horas em uma mesma sala. Tem gente que nasceu com raízes, outros com asas. Você é do tipo que vai ou do que fica?


O mundo está dividido em diversos tipos de pessoas: as que gostam mais do mar, as que preferem campo. As que esperam o inverno, as que aguardam com afinco o verão. E existem também as que ficam e as que vão.
Não é fácil ser do tipo que fica, nem do tipo que vai. Por vezes, quem fica sente vontade de ir, já quem vai, sente uma imensa vontade de ficar. É difícil entender que não há possibilidade de ter asas e raízes ao mesmo tempo, ou então jogar a âncora na areia e içar velas. Você faz ou um ou outro. Algumas raras pessoas conseguem mudar, afinal estamos em eterna mudança, mas é difícil aquietar algo que já vem dentro da gente.
Aqueles que ficam sentem-se bem assim, e abandonar – pessoas, lares, cidades, lembranças, é algo muito difícil. Quando a vida os incita a ir, eles preferem continuar ali. Por vezes, são chamados de acomodados – anos no mesmo emprego, anos com a mesma pessoa, nunca deixou sua cidade. E a vida, e o mundo? Esses questionamentos podem mexer com eles, atiçar algo em seus corações, mas quando olham a sua volta, apenas entendem. Podem ir, desde que a condição seja voltar, rapidamente. Eles querem ficar.
Ah, as pessoas que vão… Deixem-nas ir. Não significa que elas não amem, não sintam saudades, não se importem – apenas o coração delas é grande demais, e elas precisam sempre estar em expansão. Quando enclausuradas, sofrem muito. Não cabem em escritórios, não cabem em ternos, não cabem em si – movimento é a palavra de suas vidas. Alguns acham que esse tipo de pessoa é indecisa, inquieta e até frustrada, pois parecem estar sempre em busca de respostas. Não. Na verdade, pessoas que vão não se importam tanto com as respostas – seu combustível é feito pelas perguntas. Questionam o tempo todo, pensam o tempo todo, observam o tempo todo. Encantam-se pela quantidade de maravilhas que o mundo pode oferecer, seja em uma cidade da moda como Paris ou num boteco abandonado de esquina.
Acontece, por vezes, de pessoas que ficam se apaixonarem por pessoas que vão. Daí a vontade de içar e ancorar, criar raízes e voar, correr e ficar parado. Eu poderia aqui escrever conselhos, poderia dizer fica, vai, espera, aceita. Mas nada posso dizer. O amor é movimento, energia, é vida pulsando dentro e fora de nós, e exatamente por isso é muito pessoal. A única coisa que me arrisco em falar é: Sinta. Se permita. Amplie o sentimento, não guarde para si. E aceite o tipo de pessoa que o outro é também. “É difícil aprisionar os que tem asas”, disse o poeta. Também é difícil arrancar os que são feitos de raízes.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

7 Hábitos das pessoas cronicamente infelizes

Eu costumo ensinar sobre a felicidade e, quanto mais aprendo sobre isso, muito mais claros se tornaram os hábitos de quem não é feliz.
Há sete características que pessoas infelizes apresentam cronicamente.
De acordo com Sonja Lyubomirsky , pesquisadora da Universidade da California: “40% da nossa da nossa capacidade de sermos felizes depende de nós mesmos.”
Se isso é verdade, e é, há esperança para todos nós. Há bilhões de pessoas no nosso planeta e sabemos claramente que alguns são verdadeiramente felizes. O resto de nós oscila entre felicidade e infelicidade, dependendo do dia.
Ao longo dos anos, eu aprendi que há certos traços e hábitos crônicos que pessoas infelizes parecem ter dominado. Mas antes de lhes mostrar, deixe-me lembrar: todos nós temos dias e até mesmo semanas ruins.
A diferença entre uma vida feliz e infeliz é quantas vezes e quanto tempo vamos ficar lá.
Aqui estão as sete características de pessoas cronicamente infelizes.

1. Sua crença padrão é que a vida é dura.

As pessoas felizes sabem que a vida pode ser dura e tendem a passar por momentos difíceis com uma atitude de enfrentamento e não de vitimização. Elas assumem a responsabilidade sobre seus atos e ficam focadas em resolver o problema o mais rápido possível.
A perseverança na direção da resolução de problemas é uma característica de uma pessoa feliz. As pessoas infelizes se vêem como vítimas da vida e ficam presas no “olha o que aconteceu comigo”, ao invés de encontrar um caminho para se livrar do problema.

2. Acreditam que a maioria das pessoas não é confiável.

Existe um discernimento saudável das relações que são boas das que são más para nós, mas a maioria das pessoas felizes tendem a confiar em seus companheiros. Elas acreditam no lado bom das pessoas ao invés de achar que são perseguidas por todo mundo que está lá  fora pronto para pegá-las. Geralmente são mais abertas e amigáveis com as pessoas que encontram. As pessoas felizes alimentam um sentimento de comunidade em torno de si e conhecem novas pessoas com o coração aberto.
As pessoas infelizes são desconfiadas e assumem previamente que estranhos não podem ser confiáveis. Infelizmente esse comportamento começa lentamente a fechar a porta a qualquer conexão fora de um círculo interior e frustra todas as chances de encontrar novos amigos.

3. Concentram-se no que está errado neste mundo ao invés de se focarem no que está certo.

Há muita coisa errada neste mundo, mas as pessoas infelizes fecham os olhos para o que está  realmente certo neste mundo e se concentram no que está errado. Você pode reconhecê-los a um quilômetro de distância, eles serão os únicos que se queixam e respondem a quaisquer atributos positivos de nosso mundo com “sim, mas”.
As pessoas felizes são conscientes das questões globais, mas equilibram a sua preocupação com o que é certo. Eu gosto de chamar isso de manter os dois olhos abertos. As pessoas infelizes tendem a fechar um olho em direção a algo de bom neste mundo de se distrair do que é errado. As pessoas felizes mantém a vida em perspectiva. Elas sabem que o nosso mundo tem problemas, mas elas também mantém um olho sobre o que é certo.

4. Comparam-se aos outros e são invejosas.

As pessoas infelizes acreditam que a sorte de outro alguém rouba a sua própria sorte. Elas acham que não há coisas boas suficiente para todos e constantemente comparam o que têm com o dos outros. Isto leva a inveja e ressentimento.
As pessoas felizes sabem que a sua boa sorte e circunstâncias de vida são apenas sinais de que elas também podem aspirar a alcançar. As pessoas felizes acreditam que elas carregam um modelo único que não pode ser duplicado ou roubado por qualquer pessoa no planeta. Elas acreditam em possibilidades ilimitadas e não se atolam pensando que a boa sorte de uma pessoa é algo limitado..

5. Esforçam-se para controlar tudo.

As pessoas felizes dão alguns passos por dia para atingir seus objetivos, mas percebem, no final, que há muito pouco controle sobre o que fazemos e que a vida joga a sua própria maneira.
As pessoas infelizes tendem a tentar controlar todos os resultados e desmoronam em uma exibição dramática quando algo não dá certo. As pessoas felizes podem ser tão focadas quanto, mas ainda têm a capacidade de seguir o fluxo e não se acabarem quando surgem os obstáculos.
A chave aqui é estar  focado e orientado para o gol mesmo sabendo que o jogo pode ter que mudar.

6. Consideram o futuro com preocupação e medo.

As pessoas infelizes enchem seus pensamentos sobre como TUDO poderia dar errado.
As pessoas felizes assumir uma saudável dose de ilusão e se permitem sonhar com o que elas gostariam de ter na vida.  As pessoas infelizes preenchem esse espaço da cabeça com constante preocupação e medo.
Pessoas felizes sentem medo e preocupação, mas fazem uma importante distinção entre sentir e viver. Quando o medo ou preocupação passa por suas cabeças, elas vão se perguntar se existe uma medida que pode ser tomada para evitar que o problema aconteça (há responsabilidade novamente). Se não, elas percebem que estão exagerando e deixam o assunto para lá.

7. Enchem suas conversas com fofocas e reclamações.

As pessoas infelizes gostam de viver no passado. O que aconteceu com elas e as dificuldades da vida são sempre a escolha da conversa. Quando elas pensam em coisas para dizer, elas preenchem sua conversa falando da vida dos outros e fazendo fofocas.
As pessoas felizes vivem no agora e sonham com o futuro. Você pode sentir a energia positiva delas. Elas são animadas com o que estão fazendo, gratas pelo que elas têm e sonham com as possibilidades da vida.
Obviamente nenhum de nós é perfeito. Todos nadaremos em águas negativas de vez em quando, mas o que importa é o tempo que ficamos lá. Ter hábitos positivos diariamente é o que diferencia as pessoas felizes das pessoas infelizes. Não é necessário fazer tudo perfeitamente.
Caminhe, caia, levante novamente, repita. É no levantar-se que reside toda a diferença.
Por Tamara Star

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Chapéu Violeta - Vamos colocá-lo mais cedo?


Aos 3 anos:
Ela olha prá si mesma e vê uma rainha.
Aos 8 anos:
Ela olha prá si mesma e vê Cinderela.
Aos 15 anos:
Ela olha prá si mesma e vê uma freira horrorosa.
(mãe: eu não posso ir prá sala desse jeito!!!)
Aos 20 anos:
Ela olha prá si mesma e vê muito gorda/muito
muito magra, muito alta/muito baixa, muito liso/muito
encaracolado, mas decide que vai sair assim mesmo...
Aos 30 anos:
Ela olha prá si mesma e vê muito gorda/muito
magra, muito alta/muito baixa, muito liso/muito
encaracolado, mas decide que agora não tem tempo
prá consertar essas coisas;
então, vai sair assim mesmo...
Aos 40 anos:
Ela olha prá si mesma e vê muito gorda/muito
magra, muito alta/muito baixa, muito liso/muito
encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou limpa!
e sai mesmo assim...
Aos 50 anos:
Ela olha prá si mesma e vê: eu sou assim!
e vai prá onde ela bem entender...
Aos 60 anos:
Ela olha prá si mesma e se lembra de todas as
que não podem mais se olhar no espelho.
Sai de casa e conquista o mundo...
Aos 70 anos:
Ela olha prá si mesma e vê: sabedoria, risos,
habilidades; sai para o mundo e aproveita a vida...
Aos 80 anos:
Ela não se incomoda mais em olhar prá si mesma.
Põe simplesmente um chapéu violeta e vai se
divertir com o mundo...
Talvez a gente devesse pegar aquele
chapéu violeta mais cedo...
... Mario Quintana

sábado, 3 de janeiro de 2015

Aprenda a identificar pessoas que possuem real falta de caráter

O que é caráter?

Caráter é um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagir de um indivíduo ou de um grupo. É um feitio moral. É a firmeza e coerência de atitudes.
O conjunto das qualidades e defeitos de uma pessoa é que vão determinar a sua conduta e a sua moralidade, o seu caráter. Os seus valores e firmeza moral definem a coerência das suas ações, do seu procedimento e comportamento.

O que é falha de caráter:

As falhas de caráter são características naturais do ser humano. Errar faz parte do desenvolvimento e é graças aos erros que muitas de nossas aprendizagens e mesmo evolução como pessoas acontece. A falha está relacionada com consciência e busca sincera por mudanças.

E o que é FALTA de caráter:

A falta de caráter é percebida quando, mesmo errando repetidamente com os outros, causando prejuízo a terceiros e ferindo sentimentos através de manipulações e mentiras, a pessoa insiste no ato. A falta de caráter é característica de pessoas com baixa consciência moral uma vez que essas pessoas não objetivam melhorar, pelo menos não sinceramente.

Alguns exemplos de FALTA de caráter:

Mentiras:

Todos nós mentimos quer admitamos ou não. As mentiras podem ser coisas banais do dia a dia como dizer que vamos para casa, quando realmente não queremos sair com alguém. (nesse caso até uma maneira de tentar abrandar um mal estar), como podem ser mentiras mais graves e que envolvem consequências importantes. Entretanto, como eu disse no começo, todos estamos sujeitos a um erro grave. A diferença entre uma mentira acontecer em uma pessoa normal (cheia de falhas, mas que têm consciência), e uma pessoa com falta de caráter será a repetição e a não correção do ato mesmo após ter passado por situações delicadas com as mentiras anteriores. Uma, duas mentiras são aceitáveis. Entretanto, um mentiroso (a) frequente mostra sérios sinais de falta de caráter.

Traição:

Longe de ser um tópico moralista, a traição pode ser entendida como falta de caráter quanto também acontece recorrentemente em uma relação onde o pacto do casal é de fidelidade. A traição também deve ser lembrada nos contextos de sociedade no trabalho e amizade, onde o raciocínio é o mesmo: quebra de acordos e confiança.

Dívidas:

Uma coisa é a pessoa passar por situações complexas e que impossibilitem o pagamento de suas contas, outra coisa é a má administração do dinheiro, o consumismo desnecessário  e o “comprar sem ter a intenção de pagar”. Um exemplo que deve ser observada são as pessoas que emprestam dinheiro de familiares e/ou amigos e não se veem na obrigação de pagar aproveitando-se do vínculo afetivo existente. Mais uma vez, a falta e caráter será observada na frequência das ações.

Tratamento diferenciado:

O que motiva alguém a tratar bem algumas pessoas em detrimento de outras? O que pensar de alguém que só trata bem àqueles que têm dinheiro ou que podem lhe oferecer algo em troca? A arrogância, a hipocrisia e comportamento interesseiro também são, sem dúvidas, sinais de falta de caráter.

Manipulação:

Tentar convencer alguém a pensar ou fazer algo de maneira diferente são coisas completamente diferentes de manipular pessoas a fazerem coisas que elas, se estivessem em plena consciência de seus atos, talvez não fizessem. A manipulação é um comportamento egoísta, uma vez que tira o direito de escolha do outro, e mostra falta ou total ausência de consideração pelo outro. O manipulador sempre visa driblar vontades e regras para favorecimento pessoal.

Falta de palavra:

A falta de palavra pode caminhar próxima à mentira e a manipulação. Quando alguém combina algo ou assume um compromisso, a espera social é que o mesmo seja cumprido. Mais uma vez, descartando os casos isolados, uma “Palavra” quebrada com frequência oferece sérios indícios de falta de caráter.

Não assumir as próprias responsabilidades:

Um dos maiores sinais de maturidade que pode ser encontrado em alguém é a capacidade de assumir as próprias responsabilidades. A falta de caráter pode ser observada se uma ressoa repetidamente atribui a outros a responsabilidades por atos que deveriam ser assumidos pessoalmente, principalmente no que se refere às quebras de regras e leis que infringem com frequência.
Nota da página: Não é por acaso que as características acima são frequentes em sociopatas, pessoas com ausência de consciência e consideração pelos outros.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Promessas de Ano Novo (por Carlos Hilsdorf)


Sempre que estamos próximos do ano novo sentimos uma incrível motivação para realizar novos votos, promessas e metas. Também costumamos sentir um arrependimento por aquilo que gostaríamos de ter feito e não fizemos. Mas, não foi exatamente isso que aconteceu nesta época do ano passado?
O que aconteceu de fato? Por que não fizemos aquele regime? Por que não fizemos os exercícios prometidos? E aquele curso que tanto queríamos? Afinal, por que nossas promessas não foram cumpridas e as metas não foram alcançadas?
Promessas e intenções não são atitudes. Muitas pessoas fazem promessas para o ano novo, mas se esquecem que só a ATITUDE pode concretizá-las.
Promessas são apenas palavras até começarem a ser cumpridas por nossas atitudes.
O primeiro grande equívoco é confundir desejo com vontade. A maioria de nós apenas deseja. Muitos, inclusive, desejam intensamente... Mas desejo é algo apenas potencial. Sem o exercício da vontade o desejo não se realiza.
A diferença entre desejo e vontade é:
Desejo é um estado da mente e está ligado a expectativas.
Vontade é um atributo da mente e está ligada a atitude.
Se o seu "querer" estiver na esfera do desejo, ele pode não se realizar, porque você não estará tomando nenhuma atitude na direção da sua realização.
Nossos votos, promessas e metas são expressões de nossos desejos, demonstram o que queremos em potencial, mas somente a atitude materializa este "querer".
Nossa vontade é o exercício das nossas atitudes.
Por exemplo, o princípio cristão "bem aventurados os homens de boa vontade" demonstra muito bem esta diferença. As bem aventuranças são consequência da boa vontade, ou seja, das atitudes corretas. Não basta querer, é preciso agir!
Muitas pessoas buscam a felicidade, mas não percebem que suas atitudes estão muitas vezes no sentido contrário à felicidade que buscam.
Para este ano que se inicia, de nada adiantará fazermos novas promessas ou apenas acreditar que cumpriremos as que não realizamos no ano que passou – é preciso reformar nossas atitudes!
A chave para reorientar nossas atitudes consiste em 3 pilares: Abandonar, Manter e Adquirir:
Abandonar as atitudes que nos afastam da realização de nossos objetivos.
Manter as atitudes necessárias para alcançar nossos objetivos pelo tempo necessário para que possam surtir efeito e trazer resultados.
Adquirir os conhecimentos e adotar as atitudes que nos faltam para realizar nossos sonhos.
Se você deseja ser feliz precisa abandonar a tristeza.
Para desenvolver uma nova competência não podemos ser imediatistas, precisamos manter nossos esforços pelo tempo suficiente para sedimentar nossas conquistas.
Para construirmos a melhor versão do futuro precisamos desenvolver a melhor versão de nós mesmos, e isso inclui adquirir conhecimentos e desenvolver atitudes que ainda não temos.
Abandonar, manter e adquirir são três grandes ferramentas para que, no final deste novo ano que se inicia, não nos encontremos frustrados por não ter cumprido as promessas e votos que fizemos.
Para este novo ano não fique refém de novas promessas, desenvolva novas atitudes: atitudes vencedoras!
Feliz ano novo, feliz vida nova!

^^

sábado, 27 de dezembro de 2014

Pessoas que não sentem ciúmes

Todo mundo sente ciúme, em menor ou maior grau. Sua intensidade também pode variar conforme as circunstâncias ou o momento da relação.
Existem pessoas, no entanto, que praticamente eliminaram esse sentimento da vida ou o mantém em algum lugar bem adormecido, dificilmente deixando que venha à tona.
São homens e mulheres que fazem da confiança no outro e em si mesmos o principal pilar de qualquer relacionamento.
Veja outras características típicas de quem não tem ciúme.
1 – TIVERAM UMA INFÂNCIA FELIZ: de acordo com a psicóloga Lígia Baruch, mestre e doutoranda em psicologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), muitas das pessoas que não são ciumentas são seguras de si e sabem que são queridas. “Possivelmente, foram crianças muito amadas pelos pais ou cuidadores na infância e cresceram com autoconfiança, por isso têm poucos motivos para sentir ciúme”, diz.
2 – CONFIAR NO PAR:  para muitas pessoas, a confiança no seu parceiro é suficiente para fazer a relação dar certo, não sobrando espaço para o ciúme. Isso é mais comum entre casais que conversam sobre tudo, que discutem o relacionamento de forma saudável, têm vida própria e respeitam a individualidade um do outro. “Quando há lealdade e cumplicidade consolidadas dentro da relação, os motivos para sentir ciúme praticamente não existem”, afirma Quézia Bombonatto, psicopedagoga, terapeuta familiar e diretora da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).
3 – TÊM BOA AUTOIMAGEM: “Pessoas com autoestima elevada tendem a ser mais tranquilas em relação à vida afetiva, pois têm segurança e não se sentem ameaçadas ou com medo de perder o parceiro”, conta a psicopedagoga e terapeuta familiar Quézia Bombonatto. Não há uma preocupação constante em saber se o outro está falando ou não a verdade, por que não atende ao telefone, se foi mesmo aonde disse que ia etc.
4 – SÃO LIBERTÁRIAS: “Tratam-se de homens e mulheres de cabeça aberta, seguros de si, e que, apesar de seguirem o modelo monogâmico de relação, que inclui a fidelidade, valorizam a própria liberdade e, claro, a liberdade do outro. Gostam de incluir pessoas novas no seu grupo de relações e não se sentem ameaçadas facilmente”, explica a psicóloga Lígia Baruch. E mesmo que alguma suspeita de traição apareça, não perdem tempo com ciúme. Tentam lidar com a situação da melhor maneira possível ou partem para outra.
5 – DIVERTEM-SE COM RIVALIDADES: se o par é alvo de paquera ou cantada numa festa, por exemplo, quem não dá bola para o ciúme costuma achar graça da situação. “Se há amor de verdade e a pessoa tem boa autoestima, até pode se orgulhar e considerar um privilégio estar ao lado de alguém que desperta a atenção dos outros e, no entanto, escolhe ficar com ela. Sentir-se abalado em uma situação assim reflete fragilidade de ego e medo de suas próprias qualidades como ser humano”, declara o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, autor do livro “Ciúme — O Lado Amargo do Amor”.
6 – SÃO AUTOSSUFICIENTES: além de confiar no par, essas pessoas confiam em si mesmas. Sabem que são capazes de lidar com desafios e percalços, investem na profissão ou em um hobby, buscam interesses próprios e se sentem competentes para passar pelas situações da vida. “Quando as coisas dão errado, elas não se culpam pelo fracasso. Pelo contrário: tentam enxergar uma nova oportunidade na situação e entendem que, para serem bem sucedidas, devem passar por aprendizados”, fala a psicóloga Rejane Sbrissa, de São Paulo (SP). Elas são o que são, não têm medo de se mostrar nem de se machucar e tampouco ligam para a opinião dos outros a seu respeito.
7 – PODEM TER MEDO DE AMAR: segundo a psicóloga Lígia Baruch, há pessoas que sentem medo da rejeição e do abandono por causa de traumas de abandono na infância. Pessoas que passam por isso acabam desenvolvendo uma defesa extrema em relação ao outro. Não se apegam, não se vinculam, preferem viver sozinhas, com total controle sobre suas vidas. Amar e depender são situações muito ameaçadoras, por isso, dificilmente, sentem ciúme de alguém”, conta .
8 – NÃO ESTÃO MUITO INTERESSADAS: há quem não sinta nem um pingo de ciúme do par simplesmente por não haver real interesse em aprofundar relacionamentos –pelo menos nesse determinado momento da vida. “Muitas pessoas não querem estar sós, mas não valorizam as relações que estão vivendo. Por isso, não cuidam tanto e se o romance não der certo, tudo bem, não é um problema”, explica a psicóloga Lígia Baruch.
9 – NÃO QUEREM QUE SINTAM CIÚME DELAS: respeitam a individualidade do par –tendo consciência de que o outro não é o responsável por suas tristezas, alegrias e carências– porque querem o mesmo tipo de tratamento. “Essas pessoas não gostam que controlem sua vida, pois sabem o que estão fazendo e, se errarem, se responsabilizam”, fala a psicóloga Rejane Sbrissa, de São Paulo (SP) .
10 – NÃO SÃO COMPETITIVAS: na opinião de Quézia Bombonatto, diretora da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), alguns casais encaram o ciúme como mais um fator de disputa de poder. Por isso, um quer saber todos os passos do outro, controlar, reprimir. Há até quem instigue a insegurança do parceiro como forma de se mostrar sedutor, irresistível. “Quando a competitividade não é um elemento presente na vida a dois, é bem provável que não exista espaço para o ciúme, porque o casal dá atenção a outros aspectos, bem mais positivos, do relacionamento”, diz a especialista.