domingo, 16 de fevereiro de 2014

"Tudo que vicia começa com C. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também - adivinha - começa com a letra c. Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein? E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada "créeeeeeu". Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade... cinco. Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o "ato sexual", e este é denominado coito. Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura..."



sábado, 15 de fevereiro de 2014

Eleve sua vibração para atrair felicidade no relacionamento

Amor do conto de fadas pode parecer impossível, mas se você seguir essas dicas você vai manter a sua vibração elevada e como resultado o seu relacionamento pode desfrutar a felic...idade por um longo, longo tempo.
É claro que cada casal é diferente e não há uma estratégia em uma caixa magica que irá magicamente transformar seu relacionamento em êxtase conto de fadas. Com isso dito, a relação só pode espelhar o que você sente (o que você está vibrando), de modo que a relação está se debatendo, você tem que fazer alguma coisa para se sentir diferente e atrair mais energia (sentimentos e comportamento) de seu parceiro.
Elevar a sua vibração para manter seu relacionamento feliz.

1. Sorrir e rir muito. Aprenda a rir de si mesmo, nos absurdos da vida, nos erros do outro. E daí se ele apoiou no carro ou em sua moto? E daí se ela derrubou a sua cerveja? Este é o fim do mundo? Vale a pena discutir? É mesmo? Ninguém é perfeito, então tente não deixar equívocos e erros incomodá-lo.

2. Escolha para ver o melhor. Escolha para ver o melhor de si, em vez de resolver em um padrão de ver o pior. Por que é que as pessoas parecem se concentrar em hábitos e características peculiares e irritantes uns dos outros? O que acontece é que depois de zona em um hábito irritante, você, inconscientemente, vai à procura de outras coisas que ira perturbá-lo - só porque você já baixou a sua vibração. Você não pode mudar as pessoas para que não se incomode. Em vez disso, mudar a sua percepção do hábito ou característica. Pergunte-se por que o incomoda. Pergunte a si mesmo se há alguma coisa que você possa fazer sobre isso. E se não, pergunte a si mesmo por que você sente que não pode aceitá-la. Você pode simplesmente achar que você pode aceitá-lo depois de tudo. Adicione à lista de coisas que fazem seu parceiro interessante e original!

3. Brincar. Muitas vezes nós pegamos no trabalho, filhos e tarefas domésticas e é fácil de colocar o relacionamento em segundo plano. Não faça isso! Arranje tempo para brincar juntos. Marque um dia para o sexo, encontrar um esporte ou hobby que você tanto gosta, ir explorar juntos ... só não adquira o hábito assistir TV todas as noites. Tédio = desastre relacionamento. Brincar é divertido, divertido e cheio de bons sentimentos. Bons sentimentos = alta vibração!
Você não pode mudar alguém, mas você pode mudar a sua percepção!

4. Argumente com respeito. Vocês dois são diferentes, com diferentes origens e perspectivas. Faça o seu melhor para ver as coisas do ponto de vista do seu parceiro para que você possa mais facilmente chegar a uma solução feliz. Para ter argumentos produtivos: não para xingamentos, sem dragagem no passado, não culpar, e não "você fez" ou "você deveria." Estado o seu ponto com calma, com amor, e com uma resolução em mente, e não a emoção barata de vingança. Cuidado para não "reagir" emocionalmente; dar-se um tempo fora e quando estiver mais calmo, "responder" com o objetivo em mente: feliz resolução.

5. Seja bons parceiros. Tenho algumas metas em conjunto, nada de ajudar uns aos outros limpar a garagem. É mais fácil de partilhar os encargos diários, se você tem objetivos comuns e, claro, se você pedir muito bem, em vez de exigir ou atribuir tarefas. Quando um de vocês é confrontado com um desafio (como um desafio financeiro, ou ganho de peso recente) levá-la em conjunto, em vez de dizer "você deve começar suas finanças sob controle" ou "você precisa ir na academia."

6. Respeitar e apreciar um ao outro. Faça perguntas, respeitar os seus conhecimentos, e apoiar os seus objetivos.

7. Tenha sua própria vida. Você tinha amigos antes de se tornar um casal, e essas amizades podem facilmente cair no esquecimento se você não alimentá-los. Dividir a amizade com seu parceiro. Confiar uns nos outros para ter uma vida fora do relacionamento. Você também tem os seus próprios interesses e paixões. Não dê aqueles up! Seja você, vá para os seus próprios sonhos, e faça o que você ama!

8. Fale mais alto. Seu parceiro não pode ler sua mente. Se você tem idéias, valores, preocupações, desejos, sentimentos e necessidades - é claro que você faz, você é um ser humano - não evite expressa-los por medo de ferir os sentimentos do seu parceiro. É melhor limpar o ar agora, ao invés de lidar com uma grande explosão depois, quando todos os seus ressentimentos foi varrido para debaixo tapete. Além disso, se você não expressar o que está dentro de você, você não tem direito a se irritar se o seu parceiro não atender às suas expectativas!

O amor pode durar para sempre, se você ficar em alta vibração!

9. Não defina expectativas. Nos todos entramos em uma relacionamentos com expectativas de que esta pessoa vai fazer por nós. Deixe-os ir. Ninguém pode fazer você feliz, ninguém pode completar você, ninguém pode preencher um "buraco" dentro de você. Você estava completa e muito bem antes de seu parceiro chegar, por isso não se tornar o apêndice do seu parceiro. Seja você mesmo! Deixe o seu parceiro ser ele / ela mesma! Basta definir a intenção de desfrutar da companhia uns dos outros, e para ser feliz de ter alguém para compartilhar sua vida.

Você pode sempre olhar para o seu corpo para respostas, se você não sabe o que fazer. Sua mente / corpo / alma é uma entidade, não se separam, e um monte de sabedoria intuitiva vem através de sinais físicos. Ouvir coisas como: insônia, indigestão, suores frios, poço no estômago, aperto em torno do coração, leveza, peso, energia, fadiga ... estes podem sinalizar algo mais, mas eles também podem ser diretamente relacionadas a seus emoções .

Aproxime-se seu relacionamento com o resultado final em mente - a felicidade e o amor - você vai resistir a qualquer tempestade e manter as coisas cantarolando suavemente.

^^

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Estrela Cadente

Signo Aquário


Planeta: Urano
Elemento: Ar
Qualidade: Fixo


Os Aguaríamos são o símbolo da organização. Organizados, imparciais e objectivos, estas características atraem sempre muitos amigos. Anseiam uma vida sem problemas económicos, portanto, tendem a rodear-se de pessoas que possuam alguma riqueza. Teimosos e orgulhosos, resistem com todas as suas forças às mudanças e a todas as opiniões contrárias às suas. As mudanças são vistas como obstáculos às metas estabelecidas por estes nativos e, quando são “obrigados” a aceitar as mudanças, tornam-se revoltados e rebeldes. Não tomam nenhuma decisão de cabeça quente. Esperam, pensam e só depois é que tomam a iniciativa, mas com a certeza que é a correcta e que vale a pena. Pensadores e objectivos, reagem a tudo nas suas vidas de modo intelectual. Muito instáveis, andam numa corda bamba entre a estabilidade e a instabilidade. Com estes nativos nunca se sabe com o que se pode contar. Relembram tanto o passado ou pensam tanto no futuro, que as maiorias das vezes esquecem por completo de viver o presente. Conseguem viver uma vida enfadonha por muitos anos consecutivos, o que acaba por ser uma situação favorável a estes nativos. Confere a segurança e a estabilidade que precisam. Contudo, acabam por se fartar desta vida pacata pois nunca sabem o que vão fazer a seguir. Por vezes, vemos Aguaríamos com vidas agitados e cheias de emoção, estes vão contra a sua condição natural. Estes nativos são considerados insensíveis, mas não o são. Apenas sentem e vivem de maneira diferente. São muito simpáticos e comunicativos, adoram os seus amigos acima de tudo e fazem qualquer coisa por eles.
Intelectuais, amigáveis e comunicativos.

NO AMOR 

Sociáveis e sedutores, estes nativos adoram tudo o que é jogos de amor. Estes nativos têm muitos relacionamentos, mas só porque estão sempre à procura da relação perfeita. Nas relações precisam de espaço e da sua independência, parceiros demasiado possessivos não vão avante. Os Aguaríamos precisam de parceiros que cuidem deles, que os lembre o quanto eles são especiais e queridos. O maior desafio destes nativos é a passagem para a intimidade que as relações acarretam, precisam de se sentirem seguros e estáveis. Apreciam relações divertidas, onde possam jogar ao jogo do amor com toda a energia e entusiasmo.  



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Seja a mulher que seu ex vai sentir falta

Já faz algum tempo, recebi uma mensagem de um ex-namorado, que dizia: “vou passar o resto da vida me perguntando por que não deu certo”. Eu tinha todas as respostas, mas achei que nem era mais hora de falar.
Depois de oito anos de namoro, ele ficou em dúvida. Sofri com a dúvida dele. Mas a dúvida dele acendeu um ponto de interrogação dentro de mim. Terminei o namoro e não olhei pra trás. Nunca olho.
Sofro como um cachorro por um amor que quero que dê certo, mas quando desisto, deixo de lado como meia lata de cerveja quente. Você sabe que era bom, mas jamais será novamente.
Nem vem ao caso se sou ou não uma namorada inesquecível, mas fiquei pensando o que faz uma mulher se tornar assim tão singular para um homem. E nem estou falando de homens atormentados, daqueles que gostam de sofrer nas mãos de mulheres malvadas, aquelas que gostam somente delas e nada além delas mesmas. Homens se deixam seduzir por criaturas assim. Bem, quem não deixa?
Mas, então, me lembrei de um amigo que, depois de anos de libertinagem barata, começou a namorar. Sumiu, desapareceu, escafedeu-se, um dos maiores baladeiros e pegadores que já conheci na noite paulistana. “Ela não é a mulher que mais amei, mas é a que me faz mais feliz. Vou casar”, me disse.
Ela me ama; ri das merdas que eu falo; não é linda, mas se cuida; tem um cheiro gostoso; cuida da vida dela; é independente, mas me pede ajuda pra usar um pendrive; está sempre ocupada, mas nunca deixa de atender quando eu ligo; é parceira, descolada, maluquete; aguenta meus ataques de mau humor; quer sexo sempre; é ciumenta, mas até acho graça, eu era um galinha. “Sabe como é, mulher tá fácil hoje, mas dessas que fazem a gente feliz mais do que uma semana… encontrei poucas.”
Sempre penso no que faz uma história dar certo ou não. E, no fundo, acho uma bobagem quando dizem que melhor do que ser amado, é amar. Não tem nada melhor na vida do que sentir, ver, ouvir, ler, que alguém perde seu precioso tempo pensando, querendo, gastando, amando você.
Mas é verdade que amar alguém é uma arte. Quem ama abre mão de si mesmo muitas vezes. Esquece convicções. Pede desculpas mesmo quando acha que está certo. Sofre de saudade. Morre de ciúme. Parcela passagem em 12 vezes. Sorri quando o telefone toca. Tem dor de barriga quando ele lê sua mensagem no whatsapp – e não responde. A gente fica praticamente ridícula.
Mas o outro, que também ama (e essa é a melhor parte), acha a gente, que no fundo é ridícula, o último biscoito do pacote, a última cerveja gelada do deserto, os últimos 5% de bateria no celular.
Amor é isso.
O importante é que a gente nunca seja mais ou menos. Que a gente faça tudo mesmo por amor. Que seja especial. Que seja inesquecível. Seja o tipo de mulher, que os nossos ex-namorados vão sempre lembrar e pensar: que pena que não deu certo.





Passamos a vida em busca da felicidade.
Procurando o tesouro escondido.
Corremos de um lado para o outro esperando descobrir a chave da felicidade.
Esperamos que tudo que nos preocupa se resobva num passe demágica.
E achamos que a vida ...seria tão diferente, se pelo menos fôssemos felizes.
E, assim, uns fogem de casa para serem felizes
e outros fogem para casa para serem felizes.
Uns se casam para serem felizes e outros se divorciam para serem felizes.
Uns fazem viagens caríssimas para serem felizes
e outros trabalham além do normal para serem felizes.

Uma busca infinda.
Anos desperdiçados.

Nunca a lua está ao alcance da mão,
nunca o fruto está maduro, nunca o vinho está no ponto.
Sombras, lágrimas. Nunca estamos satisfeitos.
Mas, há uma forma melhor de viver!
A partir do momento em que decidimos ser felizes,
nossa busca da felicidade chegou ao fim.
É que percebemos que a felicidade não está na riqueza material,
na casa nova, no carro novo,
naquela carreira,
naquela pessoa.
E jamais está à venda.
Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós para ter alegria,
estamos fadados à decepção.

A felicidade não tem nada a ver com conseguir.

Consiste em satisfazer-nos com o que temos e com o que não temos.
Poucas coisas são necessárias para fazer feliz o homem sábio,
ao mesmo tempo tem que nenhuma
fortuna satisfaria a um inconformado.
As necessidades de cada um de nós são poucas.
Enquanto nós tivermos alguma coisa a fazer, alguém a amar,
alguma coisa a esperar, seremos felizes.
Saiba: A única fonte de felicidade está dentro de você, e deve ser repartida.
Repartir suas alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros:
sempre algumas gotas acabam caindo sobre você mesmo.

Desejo muitas Felicidades!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Família Margarina

Sabe aqueles dias felizes?
Eles existem
E se chamam Janeiro,Fevereiro,Março,Abril,Maio,Junho,Julho,Agosto,Setembro,Outubro,Novembro e Dezembro
No café da manhã,almoço,lanche e jantar
Naqueles momentos de carinho onde nos encontramos em abraços
E longos sorrisos
E em gargalhadas
Guerra de travesseiros
Lugares simples com bonitas recordações
Fotos incríveis
E quando se há o interesse de fazer várias coisas todos juntos em família
Família
Não é só comemoração artificial de Natal e aniversários
E nem são presentes materiais
Família é se preocupar um com os outros
É querer o bem e ajudar
É união nos momentos difíceis
É celebrar os momentos importantes
É contagiar felicidade.


 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

‘Rascunho para 2014′, por Arnaldo Jabor


Publicado no Estadão
ARNALDO JABOR
O ano de 2013 foi muito bom. Muito didático. Aprendemos a ver as coisas pelo lado torto. Ótimo, pois nossa verdade está no avesso. Aprendemos que corrupção no Brasil não é apenas endêmica; é eterna. Ela está encravada na alma de nossos políticos. Corrupção é vida. Foi através dela que construímos esse país, no adultério entre o público e o privado ou entre o “púbico e a privada”. Daí nasceu nosso mundo: estradas rotas, a espantosa construção de Brasília, onde já gastamos trilhões de dólares com passagens aéreas para homens irem ao Planalto implantar perucas ou visitar as amantes e casas de mães joanas.

Aprendemos que apenas 30% da população é realmente alfabetizada. O resto é analfabeto funcional que assina o nome, mas não sabe mais nada. E isso é bom para eleições, pois um povo ignorante é ótimo para eleger canalhas.
No entanto, tudo tem um lado bom, nossa estupidez estimula uma criatividade cultural de axés e garrafinhas, aumenta a fé com milhões de novos evangélicos dando dinheiro para pregadores traficantes, estimula a boçalidade combativa, como as emocionantes batalhas entre torcidas, shows de MMA espontâneos nas arquibancadas. Estupidez é entretenimento. O país já virou novela de suspense. É uma escola. Com a prisão dos mensaleiros, enxergamos que nosso sistema penitenciário é o inferno vivo. Estupradores, chacinadores protestam contra o conforto dos petistas. Finalmente, Zé Dirceu conheceu a luta de classes e foi-nos útil: iluminou-nos sobre o sistema carcerário.
Vimos como a escrotidão e o idealismo são primos. Neste ano aprendemos, por exemplo, que não existe primavera, nem árabe nem brasileira. E isso é mais realista. Chefes de Estado preferem secretamente que o Assad ganhe a guerra contra a Al-Qaeda que já tomou conta. Menos esperança, mais sabedoria. O mundo ganhou um pessimismo iluminado. Graças ao bravo ‘nerd’ Snowden, que revitalizou o Putin da Rússia, o líder da moda que protege a destruição da Síria, prejudicou o Obama e abriu portas para novos ataques do terror. Ou seja, aprendemos que tudo se ramifica em contradições inesperadas, que um bem pode virar um mal e um ‘hacker’ babaca pode mudar o mundo.
Já sabemos que milagres acontecem, mas são logo destruídos. Milhões se ergueram em junho numa aurora política aparente, mais uma ‘primavera’; no entanto, os black blocs, espécie de Al-Qaeda punk de imbecis, vieram nos lembrar da realidade: estupidez e mediocridade política são a clássica realidade brasileira. Enquanto Sarney reina, Agnello Queiroz se agarra no Lula e Jacques Wagner destrói a Bahia, já sabemos que os horrorizados cariocas, chocados com o grande “crime” do helicóptero do Cabral vão eleger a nova catástrofe: nosso Estado governado ou pelo Garotinho, Crivella ou Lindinho. Será o fim do Estado do Rio, durante a olimpíada. Vivam os cariocas, as bestas quadradas do apocalipse! Pedem para ser mortos duas vezes.
Já sabemos também que “a infraestrutura sórdida do país foi culpa dos governos anteriores”. Ao menos foi o que disse a Dilma diante de FHC e do Clinton (que vexame…) depois de 11 anos do PT no poder. Só não sabemos o que o PT fez em 11 anos, mas isso é curiosidade de neoliberais canalhas, o que será corrigido com a reeleição de Dilma, quando teremos uma regulamentação bolivariana nessa mídia conservadora que teima em estragar os prazeres da mentira. Finalmente entendemos que quem fez o Plano Real não foi o FHC, como afirma a mídia de direita; foi o Lula, com preciosa ajuda de Mantega.
Já entendemos que a Dilma é brizolista. Também já sabemos que o Brasil anda na contramão dos próprios velhos países socialistas como China e Vietnã. Como escreveu Baudrillard: “O comunismo hoje desintegrado tornou-se viral, capaz de contaminar o mundo inteiro, não através da ideologia nem do seu modelo de funcionamento, mas através do seu modelo de desfuncionamento e da desestruturação brutal”, vide o novo eixo do mal da A.Latina. Nós somos um bom exemplo desconstrutivo do que era o comunismo.
Já sabemos que privatização se chama hoje concessão, que lucro ainda é crime e que aos poucos os empreendedores que fizeram o país, antes do PT existir, são aceitos ainda com relutância pelos donos do poder.
Já sabemos que nosso ministro da economia é a própria Dilma, pois o Mantega só está lá porque ela manda nele. Por que não bota o Delfim, ou o Palocci que já salvou o Brasil uma vez? Ele é um dos petistas respeitáveis. O outro morreu há pouco ─ Marcelo Déda, raridade, inteligente, com senso de humor e do bem.
Neste ano, aprendemos: a justiça não anda sozinha. Se não fossem dois grandes homens, Ayres Brito e Joaquim Barbosa, nada teria acontecido. Aprendemos que o Mercosul tem de acabar. Aprendemos que o legislativo só funciona no tranco de ameaças do povo. Agora já perderam o medo de novo.
Já sabemos que a política tem sido um espetáculo, como um balé. No Brasil, a política já é um país dentro de outro, com leis próprias, ética própria a que assistimos, impotentes. Os fatos perderam a solidez ─ só temos expectativas. E tudo continuará. Saberemos no ano que vem quantos campos de futebol de floresta foram destruídos por mês nas queimadas da Amazônia, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; saberemos quantos foram assassinados por dia, com secretários de segurança falando em “forças-tarefa” diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares, continuaremos a ouvir vagabundos inúteis falando em “utopias”, bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos decepcionados com os ‘cumpanheiros’ sindicalistas, enquanto a República continuará a ser tratada no passado, com as nostalgias masoquistas de tortura, ressurreição de Jango e JK, heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhuma reforma no Estado paralítico e patrimonialista. Não vivemos diante de “acontecimentos”, mas só de “não acontecimentos”.
Repito a piada: não sou pessimista; sou um otimista bem informado.
Continuaremos a não acontecer em 2014.


Arnaldo Jabour