sábado, 30 de novembro de 2013

TEXTO SENSACIONAL. VALE A PENA LER!!!

Tá doendo?!? Então, solta!!

"Sabe quando você vive uma situação difícil, angustiante e que te incomoda? Quando você não sabe o que dizer, o que fazer ou como agir para que a dor passe ou ao menos diminua?
Pois vou te contar o que tenho descoberto, por experiência própria! Em primeiro lugar, observe a situação toda e, sobretudo, observe a si mesmo e os se...us comportamentos.

Errou? Tente consertar e, de qualquer modo, peça desculpas!
Fez ou falou o que não devia? Explique-se, seja sincero, não tente esconder seu engano ou fingir que nada aconteceu... Valide a dor do outro, sempre.

Está difícil conseguir uma nova chance? Dê um tempo. Espere... Às vezes, algumas noites bem dormidas e alguns dias sem a imposição de sua presença ou a insistência de suas tentativas são preponderantes para que os sentimentos bons sejam resgatados e para que um coração possa ser reconquistado.

Por fim, fez tudo isso e não deu certo? Não rolou? A pessoa até te perdoou, mas a massa desandou, a história se perdeu, os desejos esfriaram?!?

Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo? Não sabe mais o que fazer para parar de doer? Acredite, só tem um jeito: solta!

A dor é consequência de um apego inútil! Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!

Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor ideia de que “certo” é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!

Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama !
Isso é o que desejo a mim e a você, quando estivermos doendo..." (Rosana Braga)

^^

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

OLHE PARA TRÁS

Olhe para trás! Está vendo o caminho percorrido? Entre quedas e tropeços, subidas e descidas, momentos bons e ruins, chegamos até aqui.

Vivemos histórias que não pertencem a ninguém mais. Guardamos na memória fatos que máqu
ina nenhuma no mundo conseguirá revelar: fazem parte das nossas lembranças, nossos passos e da pessoa única que somos.

Mas, infelizmente, temos o hábito de guardar cicatrizes do que nos fez infelizes e olharmos como uma lembrança distante e apagada o que nos deu alegria. É possível ressentir uma grande dor com grande intensidade, trazendo à tona as mesmas emoções vividas, mas como é difícil ressentir do mesmo jeito uma felicidade que um dia nos fez vibrar!

O ideal seria inverter as situações. Guardar na pele e na alma cicatrizes do que nos fez bem e nos lembrar do mal sem muita nitidez. Guardar das pessoas o lado bom, o bem que nos fizeram e o que de bom vivemos juntos. Talvez devesse constar com mais freqüência as palavras "perdão" e "compreensão" no nosso dicionário.

De vez em quando, digo, olhe para trás! Mas não se volte completamente. Olhe apenas o bastante para se lembrar das suas lições para que estas te sirvam no presente. Não lamente o que ficou, o que fez ou deixou de fazer. O que é importante seu coração carrega.

Olhe diante de si! Há esse véu encobrindo o que virá, deixando entrever apenas o que seus sonhos permitem. Mas existe dentro de você uma sabedoria de alguém que desbravou alguns anos da história. Existe dentro de você uma força que te torna capaz!

O dia chega insistente como as marés do oceano. Às vezes calmo, outras turbulento, mas presente sempre. Vivo sempre. Cada noite dormida é uma vitória, cada manhã, um novo desafio. E você nunca está sozinho, mesmo quando se sente solitário. Todo o seu passado está gravado em você, como gravadas estão as pessoas que você amou.

Levante esse véu pouquinho a pouquinho a cada amanhecer; sem pressa, saboreando a vida como uma aventura, nem sempre como um mar calmo e tranqüilo, mas possível, muito possivelmente vitoriosa. Construa hoje as suas marcas de amanhã.

(Letícia Thompson)


 
Sob o olhar dos outros

Como seria olhar para nós mesmos com os olhos dos outros? O que eles vêem que não queremos ver? O que evitamos admitir?

Quando a crítica alheia nos agride, temos a oportunidade de reconhecer nossos pontos sensíveis. Tão sensíveis e frágeis que evitamos a todo custo tocá-los. Esses pontos são lugares escuros dentro de nós, nos quais receamos entrar e nos perder: emoções s...emelhantes a labirintos que nos confundem cada vez mais, sempre que penetramos neles. Por isso, costumamos simplesmente dizer: Ele não podia ter dito isso... não suporto ser vista assim.

Nesses momentos, o olhar daquele que nos agride chega até nós como um peso capaz de nos afundar. Ou seja, não suportamos a crítica alheia porque ela nos afunda na medida em que perdemos a capacidade de nos auto sustentar.

Quando uma crítica nos deixa indignados, temos a oportunidade de saber um pouco mais sobre nós mesmos. Neste sentido, a desagradável e irritante crítica alheia pode se tornar uma brecha para encararmos de frente aspectos que antes negligenciávamos.

Por isso, quando o golpe nos fere é hora de parar de lutar: deixar o outro partir como vencedor, para cuidar urgentemente de nós mesmos.

Abandonar a luta significa decidir abandonar certas emoções e priorizar outras. É como largar a raiva em prol da clareza interior. Enquanto ficamos presos pelos ganchos da indignação, estamos atados ao olhar alheio como fonte de orientação. É preciso largar o outro, para recuperar a si mesmo.

Quando nos liberamos da carga extra, tocamos o que é essencial. Quando paramos de nos esforçar excessivamente, tocamos a energia básica que nos sustenta naturalmente.

Emoções desconcertantes são como águas turbulentas: se as engolirmos, poderemos morrer afogados. O segredo é boiar para não afundar: entregar o corpo e a mente às águas turvas da emoção. Quando boiamos, reconhecemos que nossa fragilidade não é mais uma ameaça, mas um passo inicial para entrarmos em nós mesmos. Afinal, só podemos superar nossos bloqueios se pudermos aprender a reconhecê-los como limitações possíveis de serem transformadas.
O mero ato de perceber com mais clareza a nossa real condição já dá início a uma possível transformação.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Casamento feliz inclui duas pessoas inteiras e dispostas.

Se você acha que em um casamento bom e verdadeiro não existem brigas e que as pessoas mudam depois que se casam, está enganado. Se você procura pela ‘tampa da sua panela’, pela ‘metade da laranja’, está procurando errado. Cada pessoa é única e traz 100% de bagagem, precisa amar-se para poder amar o outro.

Casamento precisa de muito trabalho e alguns limites, às vezes você vai dormir zangado e acordar ainda mais zangado. As coisas não acontecerão da forma que você quer, haverão conflitos e você descobrirá que a única pessoa que você pode mudar é você mesmo, não pelo outro, mas por sua própria sanidade. E isso é justamente a magia do amor dentro do casamento! Seres humanos não são criaturas simples. O trabalho exigido no casamento não é apenas ter paciência, mas conforme você exercita essa virtude, irá notar que ambos estão em evolução....

Não seja tão exigente consigo mesmo ou com o outro. Acalme-se. Às vezes dormir ajuda a colocar as ideias em ordem. Não decida nem insista quando ambos estiverem nervosos. Discussões acontecem somente com pessoas que são íntimas umas das outras. Reconheça que vocês estão sendo exatamente quem são e isso é ótimo! Deixe as emoções se acalmarem. Ouça. Reconheça que nem sempre você está certo em tudo e cultivar o orgulho só trará outros problemas. Quanto mais você apreciar seu cônjuge por quem ele realmente é, mais você o respeitará, mais o ouvirá, e ele fará o mesmo por você. O essencial é trabalharem juntos nas diferenças e melhorarem a si mesmos para uma relação total e completa como duas pessoas inteiras.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

15 coisas que você deve abandonar para ser feliz !!!!

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo

Há tantos de nós que não conseguem suportar a idéia de estarmos errados, querendo sempre estar certos, mesmo sob o risco de terminar grandes relacionamentos ou causar um grande nível de estresse e dor, para nós e para outros.

Isso não vale a pena. Quando você sentir a necessidade "urgente" ...de entrar em uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo o seguinte:

"Eu preferiria ser a pessoa certa ou a pessoa gentil? Que diferença isso vai fazer? O meu ego é realmente grande desse jeito?"

2. Desista da sua necessidade de controle

Esteja disposto a desistir da sua necessidade de sempre controlar tudo que acontece a você e em volta de você – situações, pessoas, eventos etc.

Seja com seus amados, colegas de trabalho ou somente estranhos que você encontra na rua – apenas permita-os ser.

Permita que tudo e todos sejam como eles são e você verá o quão melhor isso vai fazer você se sentir.

"Ao se desapegar, tudo se torna realizado. O mundo é vencido por aqueles que se desapegam. Quando você tenta e tenta, o mundo se torna mais do que vencer." (Lao Tzu)

3. Desista da culpa

Desista da sua necessidade para culpar outros pelo que você tem ou não tem, pelo que você sente ou não sente.

Pare de dar seus poderes para outros e comece a assumir as responsabilidades da sua própria vida.

4. Desista da sua conversa interior derrotista

Oh, meu Deus! Quantas pessoas estão machucando a elas mesmas por causa das suas mentalidades negativas, poluídas e repetitivas?

Não acredite em tudo que sua mente está lhe dizendo – especialmente se é negativista e auto-destrutiva.

Porque você é melhor do que tudo isso.

"A mente é um instrumento supremo se usada corretamente. Usada de maneira errada, no entanto, ela se torna muito destrutiva." – Eckhart Tolle

5. Desista das suas crenças limitantes

Sobre aquilo que você pensa que pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível.

De agora em diante, você não mais irá permitir que suas crenças limitantes mantenham você paralisado no lugar errado.

Abra suas asas e voe!

Uma crença não é uma idéia presa pela mente, ela é uma idéia que prende a mente. – Elly Roselle.

6. Desista de reclamar

Desista da sua necessidade de reclamar sobre aquelas muitas, muitas, muuuuuitas coisas – pessoas, situações, eventos que lhe fazem infeliz, triste e deprimido.

Ninguém pode fazer você infeliz, nenhuma situação pode fazer você triste ou miserável a não ser que você permita que isso aconteça.

Não é a situação que dispara aqueles sentimentos em você, mas sim como você escolhe olhar para tudo aquilo.

Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Desista da luxúria das críticas

Abandone sua necessidade de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você.

Nós somos todos diferentes, e mesmo assim somos iguais.

Todos nós queremos ser felizes, todos nós queremos amar e sermos amados e todos nós queremos ser compreendidos.

Todos nós queremos algo, e algo que é desejado por todos nós.

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros

Pare de pensar tão seriamente em ser ago que você não é somente pra fazer os outros gostarem de você.

Isso não funciona desse jeito. No momento que você pára de tentar tão seriamente ser algo que você não é, no momento que você tira todas as suas máscaras, no momento que você aceita e abraça seu eu verdadeiro, você descobrirá as pessoas sendo atraídas por você, sem esforço algum.

9. Abandone a sua resistência à mudança

Mudar é bom.

Mudar irá lhe ajudar a ir de A a B. Mudar irá ajudar você a fazer melhorias em sua vida e também na vida de pessoas à sua volta. Siga seu destino, e abrace a mudança – não resista a ela.

"Siga o seu destino e o universo irá abrir portas para você onde antes só haviam muros." – Joseph Campbell

10. Desista das etiquetas

Pare de etiquetar coisas, pessoas ou eventos que você não entende. Páre de chamá-los "estranhos" ou "diferentes". Tente abrir sua mente, pouco a pouco.

As mentes só funcionam quanto estão abertas.

"A mais alta forma de ignorância é quando você rejeita algo sobre o qual você não sabe nada sobre." – Wayne Dyer

11. Desista dos seus medos

Medo é só uma ilusão. Ele não existe – você o criou. Está tudo na sua mente. Corrija o seu interior e tudo no seu exterior irá se encaixar.

"A única coisa que nós temos que temer é o próprio medo." – Franklin D. Roosevelt.

12. Desista das suas desculpas

Coloque-as em um pacote e diga a elas que elas estão despedidas.

Você não mais precisa delas. Um monte de vezes nós limitamos a nós mesmos por causa das muitas desculpas que nós usamos.

Ao invés de crescer e trabalhar em melhorar nós mesmos e nossas vidas, nós nos tornamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todos os tipos de desculpas – desculpas que 99,9% das vezes não são nem reais.

13. Desista do seu passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece tão melhor do que o presente – e o futuro parece tão assustador.

Você deve levar em conta o fato de que o momento presente é tudo o que você tem e tudo que você irá ter na vida.

O passado que você agora está buscando reviver – o passado com o qual você ainda sonha – foi ignorado por você quando ele era presente.

Pare de se iludir.

Esteja presente em tudo que você faz, e aproveite a vida.
Afinal, a vida é uma jornada, não um destino. Tenha uma visão clara do futuro. Prepare a si mesmo, mas sempre esteja presente no seu agora.

14. Desista do apego

Este é um conceito que, para a maioria de nós, é tão difícil de compreender e eu tenho que dizer a você que isso era complicado pra mim, também.

E ainda é... Mas não é mais algo impossível.

Você fica melhor e melhor nisso com tempo e prática. No momento em que você desliga a si mesmo de todas as coisas, você se torna muito mais cheio de paz, tão tolerante, tão gentil e tão sereno...

Isso não significa que você não dê o seu amor para estas coisas – porque amor e apego não têm nada a ver um com o outro. Apego vem de um lugar de medo, enquanto amor... Bem, amor real é puro, gentil e sem ego. Onde há amor não pode haver medo, e por causa disso, apego e amor não coexistem.

Livrando-se do apego, você chegará em um lugar onde você será capaz de entender todas as coisas sem tentar.

Um estado além das palavras.

15. Desista de viver sua vida através das expectativas de outras pessoas

Muitas pessoas estão vivendo uma vida que não é a vida delas.

Elas vivem vidas de acordo com o que os outros pensam que é melhor para elas, elas vivem suas vidas de acordo com o que seus pais pensam que é melhor, pelo que seus amigos pensam, seus inimigos, professores, governo e até do que a mídia pensa que é melhor para elas.

Elas ignoram suas vozes interiores, aquele chamado interno... Essas pessoas estão tão ocupadas em procurar agradar a todo mundo, preocupadas em atender as expectativas de outros, que elas perdem o controle de suas próprias vidas.

Elas esquecem o que as torna felizes, o que elas querem, o que elas precisam... E, eventualmente, elas esquecem delas próprias.

Você tem uma vida – essa aqui, agora – e você precisa vivê-la, apropriar-se dela e, especialmente, não deixar que a opinião de outras pessoas distraiam você do seu caminho.
 
 
 
 
 

A grama do vizinho é sempre mais verde nas redes sociais!

A grama do vizinho sempre parece mais verde e a piscina dele é sempre mais azul e límpida, por que temos a infeliz mania de olhar para o outro e tecer comparações com a nossa própria vida? Muitos ainda não sabem lidar com o sucesso do outro, sentem um misto de sentimentos que variam de admiração à inveja, que ficam visivelmente estampados nos traços dos seus rostos.



Saborear as conquistas alheias ainda é um verdadeiro obstáculo para muitos, porque eles se sentem tão merecedores quanto o outro. Mas cobiçar bens materiais e qualquer tipo de prosperidade alheia é um jogo perverso da mente que só gera sofrimento.  Não é justo comparar seu valor pessoal baseado na vida de outros indivíduos, pois cada um é responsável por suas escolhas, méritos e louros conquistados.        



Lembre-se que neste mundo sempre haverá alguém melhor do que você, e isso não pode afetá-lo, pelo menos de forma negativa e invejosa. Inferioridade é um sentimento que não deve ser alimentado, pois cada indivíduo é único e possui dons, talentos e bens que lhe são próprios para a sua caminhada.



Em tempos de facebook, em que todo mundo coloca o melhor e o mais fantasioso de si, vendendo uma imagem de extrema felicidade, com fotos de viagens, finais de semana incríveis, festas infinitas e toda a ilusão que high life proporciona, quase impossível não ter alguém que não se deixe levar por essas manifestações efêmeras e extravagantes de que a banda que toca do lado de lá é mais bacana.  Ninguém é vitorioso em tudo o que faz, só que ninguém quer expor suas fraquezas e falhas na sua vitrine.  Chegamos numa época em que parecer é muito mais atraente e popular do que Ser, portanto não caia nesta rede de mediocridade de que as coisas alheias são mais interessantes e que estão todos vivendo um momento de alegria, felicidade, segurança e só você está cheio de problemas, dívidas no banco e questões existenciais a resolver. Lembre-se que ali, logo ali no Facebook, as pessoas colocam os seus melhores ângulos e que 90% das vezes a foto do perfil não corresponde à realidade.



Seja verdadeiro consigo mesmo. Participe do mundo social, mas não creia que a realidade está estampada nas frases de efeito e nas fotos que você vê e diminua os quilos de informação consumida via redes sociais. Uma avalanche de informações triviais, que beira o irrelevante, não fará você uma pessoa melhor ou mais atualizada com as coisas que estão ocorrendo no mundo. 

Cancele o feed de notícias de algumas pessoas e não leve muito a sério quem posta uma foto do seu próprio rosto no perfil e na capa. 


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A melhor vida possível

Quanto mais converso por aí, mais percebo que é inútil acreditar em verdades absolutas e fórmulas ideais de convivência. Cada pessoa tem familiares que influenciaram suas escolhas, medos herdados e medos adquiridos, sonhos altos demais ou mesmo nenhum, e um número incalculável de perguntas sem respostas, de desejos embaraçosos, de mágoas vitalícias. Quem vai decretar para mim o que é melhor para mim? E quem vai dizer o que é melhor para você? Com que topete?...

A melhor vida não é aquela que atende os mandamentos universais, as ordens celestes e os clichês eternizados, mas a que se tornou possível, a que você vem construindo a despeito de todas as suas dúvidas.

A melhor vida seria a da Gisele Bündchen, pensa a menina feia. A melhor vida seria a da Dilma, pensa a vereadora de uma cidadezinha do interior. Enquanto isso, vivem a vida possível, sem perceber o quanto deveriam ser gratas por não precisarem arcar com consequências que desconhecem.

A melhor vida para mim é bem diferente da melhor vida para você. Reúna o planeta inteiro e não se encontrará duas pessoas que planejem possuir a mesma vida, porque uns não querem ter horário para nada, outros se envaidecem de ter suas atitudes comentadas por estranhos, há os que se paralisam à primeira frustração, os que estão sempre inventando novos desafios, e a vida possível de cada um torna-se impossível para os demais, o que não deixa de ser uma piada termos que conviver intimamente uns com os outros apesar desse tabuleiro inesgotável de escolhas e destinos.

Se eu almejar uma vida ideal, terei que me basear na vida dos outros, pois o ideal é fruto de uma racionalização coletiva e consagrada, enquanto que se eu me contentar com uma vida possível, volto a assumir algum controle sobre os royalties das minhas decisões. O que não impede que ela seja ótima, a mais adequada para o fôlego que tenho, a mais realizável dentro de minhas ambições, a menos sofrida, já que regulada pelo autoconhecimento que adquiri até aqui. Tenho como manejar uma vida possível de um jeito que jamais teria de manejar uma vida perfeita, até porque vida perfeita não é deste mundo, e o sobrenatural é matéria que não domino.

A melhor vida não é a focada em suposições, fantasias, esperas, surpresas e demais previsões que raramente se confirmam. A melhor vida não é aquela que é cumprida feito um pagamento de dívida, como um acerto de contas com nossos antigos anseios juvenis. A melhor vida não é a que desenhamos quando criança na folha do caderno, a casinha de venezianas abertas, a fumaça saindo pela chaminé e os girassóis protegidos por uma cerquinha branca, e tudo o que isso sugere de proteção e vizinhança com os desejos comuns a todos. A melhor vida possível é aquela que você ainda vem desenhando, mesmo já com algumas pontas de lápis quebradas.

- Martha Medeiros