quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

http://yogui.co/10-estrategias-de-manipulacao-em-massa-utilizadas-diariamente-contra-voce/

terça-feira, 8 de dezembro de 2015


A Estrela do Defeito Pessoal
O excesso de ‪#‎estrelas‬, que ‪#‎transforma‬ ‪#‎virtudes‬ em defeitos, afetando o temperamento do nato, por mais bondoso que ele seja.
 Há milhões de pessoas tão bondosas, caridosas e que se sacrificam pelos outros. Mas a bondade levada aos extremos, pode envenenar os egos da pessoa, e, muitas vezes, por trás de uma grande bondade, esconde-se nada mais que o defeito da manipulação, onde o nato consegue dominar a todos, subjugando-os numa dependência indesejável.
 E da mesma forma, uma pessoa pode trabalhar triplicado, apenas para ter o direito de cobrar e exigir dos outros a mesma performance, porque na verdade, o seu maior defeito é torturar as pessoas através de exigências e cobranças. Outros, oferecem a face da bondade para os menos favorecidos, escondendo defeitos muito piores.
 A bondade existe e de fato dizem — fulano tem um lado muito bom, mas em compensação é surpreendente, como pode evidenciar tantos defeitos, gerados na própria bondade.
O temperamento que transforma virtudes em defeitos, atrai os maus fluidos e são maus fluidos de todas as espécies, mas o principal é o fluido da desarmonia interna e externa.
Somente a firmeza de propósito e uma boa orientação, podem auxiliá-lo a transmutar e a se desviar dos maus fluidos, que certamente poderão turvar o seu discernimento, colocando obstáculos em seu desenvolvimento material, psicológico e espiritual.
As virtudes de amor e bondade, doçura e afabilidade, amor ao silêncio e à solidão, vocação musical e mística, podem ser transformadas no defeito da imaginação descontrolada e daí surgem os seguintes egos: irritação, descontentamento contínuo, superstição, criação de paraísos artificiais e fanatismo.
De repente você pode achar que não tem nada de especial, mas todos, sem exceção, têm de especial: o maravilhoso dom de se transformar para melhor.

 - Nilsa Alarcon e J. C. Alarcon

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

''O Amor e Outras Crueldades''

Há dias assim. Esconsos. Insonsos. Neutros. Acomodados. Dias que só fazem número. Nem deveriam estar aqui., a somar na nossa vida. Não contam para nada. Não nos põem mais cultos, nem mais sãos, nem mais felizes, nem mais emocionados. Não ficam nas nossas recordações. Apenas ficamos mais velhos. Na realidade nem o sentimos. São apenas folhas de calendário. São dias de não sair da cama, não sair de casa, não sair para a vida. Não porque estejamos tristes mas porque nada acontece e ficar na cama pode ser um óptimo programa. Há quem tenha muitos destes dias mas para quem desafia a vida a não os ter por perto, como eu, a sua existência magoa, irrita! É um desperdício de vida, tempo perdido! Estamos num tempo parado, à espera que aconteça. Queremos puxar o tempo do futuro para trás, como uma película de cinema. Ver os frames mais adiantes. E se forem como desejamos, vivê-los agora. São dias de expectativa, de ansiedade, de medo e tensão. São dias completamente desperdiçados. Não deveriam existir. Queimaria momentos da minha existência, anularia os efeitos, positivos ou negativos do que nestes dias fizer. Não pagaria as refeições, a portagem, o combustível. Não receberia chamadas, não responderia a mails. Não sorriria no corredor, nem beijaria o grupo de mulheres que comigo se cruzou. Não despertaria comentários de qualquer espécie nem os emitiria. (perigoso emitir comentários nestes dias de negação!) Não comeria, nem beberia. Não tomaria banhos nem faria a barba. Não faria a cama nem ligaria o computador. Não ouviria as notícias nem seria notícia. Não olharia para nenhuma mulher nem para as estatísticas de resultados. Não chatearia nem me chateariam. Não viveria estes dias, simplesmente! Dava-os, incinerava-os, licitava-os, leiloava-os, atirava-os pela janela, ao mar, ao vento. Lançava-os dentro de um Shuttle para o espaço! E deitava foguetes para celebrar! Mandava-os à Lua, a Marte, à merda! Mandava-os dar uma volta ao bilhar grande, pastar caracóis, ver se eu estou na esquina, ver se chove, dar de comer ao cavalo do D. José, comer o leão do Marquês, dar milho aos pardais, caçar gambuzinos, catar milho. Ir ver se eu nasci!!! Eu não quero estes dias, repudio-os, exilo-os, expulso-os, emigro-os, recambio-os, despacho-os em envelope selado, com lacre, selo de embaixada em mala diplomática, fechada a sete chaves, quatro cadeados e três metros de correntes. Atiro-os ao Niágara, aos crocodilos, ao Vesúvio! Faço-os desaparecer no Tejo com um bloco de cimento atado aos pés, meto-os no cofre do BPN, na declaração de impostos do Amorim! Eu quero me lixar para estes dias. Fiquem-me com eles , eu pago para isso, eu imploro, suplico, ajoelho-me, prostro-me! EU NÃO QUERO estes dias! São os dias que faltam para…, os dias até chegar… os dias do ainda, os dias do nunca mais, os dias das noites. São dias infernais, impostos, exigidos, taxados, cravados, implantados, encravados, pregados, atados, colados, fundidos, selados, amarrados, empalados! São dias que não queremos, não pedimos, não os deveríamos ter . Quando temos controlo sobre o que fazemos podemos valorizar estes dias, dar-lhe utilidade, memória. Mas quando dependemos de terceiro, estes dias poderiam ser entregues a outros que bem falta lhes fariam para viver. Eu estou disposto a fazer um banco de vida, doar dias, vender dois em um, oferecer três na compra de dois, saldar, brindar, fazer um time –sharing. EU venderia a minha alma ao diabo, ser um Fausto, um Dorian Gray e dar ao Demo este tempo. Faria tudo, daria tudo (sobretudo estes dias!) mas tudo, a troco de te ter já aqui!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

E então ... quando tudo começou,ela estava ali, grávida.Não sabia o que fazer,não tinha como esconder.Ainda tão criança.Ela e ele somente um pouco mais de 20 anos. Tudo parecia um pesadelo.Contar para as mães.E contamos,a reação de uma foi de aborto.A reação de outra foi de convencer a outra a ajeitar casamento.
E ela tinha uma vida que imaginava que era de princesa. Uma princesa,que trabalhava no comércio,em loja de roupas,num crediário.Que andava a pé da Central do Brasil até a Cinelândia e vice e versa todos os dias.Que saia de casa as 6h e só voltava as 21h. Uma princesa que começou a trabalhar logo assim que completou 18 anos.Enquanto suas primas com mesma idade,cursavam faculdade de odontologia e frequentavam as melhores rodas sociais possíveis.
E ela casou.Casou com ainda uma casa em construção. Uma casa sem banheiro.
A casa da sogra era logo ao lado.
Seu marido trabalhava de segurança num supermercado,logo após ter encerrado temporada no quartel. Serviço Militar obrigatório.
Ela trabalhou por 5 anos no comércio. E ficou trabalhando enquanto a barriga crescia.
Ganhou a licença maternidade no trabalho.Cuidou do enxoval.O pai dela comprou os móveis do quarto do bebê. Bercinho e guarda-roupa.
O bebê nasceu.Uma menina.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

OLHE PARA TRÁS


Olhe para trás! Está vendo o caminho percorrido? Entre quedas e tropeços, subidas e descidas, momentos bons e ruins, chegamos até aqui.
Vivemos histórias que não pertencem a ninguém mais. Guardamos na memória fatos que máquina nenhuma no mundo conseguirá revelar: fazem parte das nossas lembranças, nossos passos e da pessoa única que somos.
Mas, infelizmente, temos o hábito de guardar cicatrizes do que nos fez infelizes e olharmos como uma lembrança distante e apagada o que nos deu alegria. É possível ressentir uma grande dor com grande intensidade, trazendo à tona as mesmas emoções vividas, mas como é difícil ressentir do mesmo jeito uma felicidade que um dia nos fez vibrar!
O ideal seria inverter as situações. Guardar na pele e na alma cicatrizes do que nos fez bem e nos lembrar do mal sem muita nitidez. Guardar das pessoas o lado bom, o bem que nos fizeram e o que de bom vivemos juntos. Talvez devesse constar com mais freqüência as palavras "perdão" e "compreensão" no nosso dicionário.
De vez em quando, digo, olhe para trás! Mas não se volte completamente. Olhe apenas o bastante para se lembrar das suas lições para que estas te sirvam no presente. Não lamente o que ficou, o que fez ou deixou de fazer. O que é importante seu coração carrega.
Olhe diante de si! Há esse véu encobrindo o que virá, deixando entrever apenas o que seus sonhos permitem. Mas existe dentro de você uma sabedoria de alguém que desbravou alguns anos da história. Existe dentro de você uma força que te torna capaz!
O dia chega insistente como as marés do oceano. Às vezes calmo, outras turbulento, mas presente sempre. Vivo sempre. Cada noite dormida é uma vitória, cada manhã, um novo desafio. E você nunca está sozinho, mesmo quando se sente solitário. Todo o seu passado está gravado em você, como gravadas estão as pessoas que você amou.
Levante esse véu pouquinho a pouquinho a cada amanhecer; sem pressa, saboreando a vida como uma aventura, nem sempre como um mar calmo e tranqüilo, mas possível, muito possivelmente vitoriosa. Construa hoje as suas marcas de amanhã.
(Letícia Thompson)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O OLHAR…


Gosto de olhares, gosto de olhar olhos nos olhos, gosto do olhar do mais tímido, sincero, e puro até ao mais ousado, confuso e penetrante.
Num simples olhar podemos encontrar milhares de sentimentos desde amor, bondade, medo, tristeza, até a inveja e maldade.
O olhar revela e diz muito de uma pessoa, ele é o espelho da alma, podemos esconder ou tentar disfarçar muita coisa com um sorriso, mas nunca com um olhar.
Ele é revelador, único, é sensível e ao mesmo tempo tão corajoso e forte, ele pode expressar milhares de coisas e por outras tantas vezes um simples olhar pode dizer o que milhares de palavras não conseguiriam dizer ou explicar.
Num simples olhar consegue-se ver o mundo, mas infelizmente não conseguimos enxergar e ver tudo tão claramente como deveríamos ver.
Um olhar tem milhares de significados, momentos e explicações, e todos nós devíamos aprender a olhar para o nosso exterior e interior, pois ele pode ser gigante e poderoso e nós podemos não nos apercebermos disso, mas mais importante que isso é sabermos também olhar além de nós, olhar os outros e aceita-los tal como eles são.
Somos pessoas, somos humanos e temos de olhar para o mundo com olhos de ver e por isso temos de começar a ter um olhar mais corajoso, forte e destemido, sem medo algum de por vezes ver aquilo o que não se quer ver.
Joana Torres

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A empatia negativa – o prazer de se afirmar praticando o mal

Talvez uma boa definição de maldade seja a prática de um ato em que outra pessoa é prejudicada de forma consciente. Ou seja, aquele que pratica a maldade sabe das consequências danosas do seu ato, sabe que se trata do uma ação indevida e a pratica assim mesmo. A maldade se distingue das reações agressivas a que todos nós estamos sujeitos tanto no papel ativo como passivo: quando alguém é agredido existe uma tendência natural para reagir a ela de uma forma ou de outra. A ação agressiva pode ou não ser intencional e não é raro que a reação venha a corresponder a um ato maldoso; porém, houve uma agressão que a antecedeu.
Um exemplo peculiar de reação agressiva é a inveja, não raramente maldosa: uma pessoa se compara com outra, sente-se por baixo e isso provoca uma sensação de humilhação que é vivenciada como agressão; reage a essa suposta agressão de forma sutil e desleal, tentando rebaixar ou diminuir aquele que despertou a inveja. Esse tipo de maldade pode vir a ser praticada por qualquer um de nós.
Na grande maioria dos casos de maldade, o ato é motivado pelo desejo da pessoa de obter algum benefício que não lhe é devido. Assim, uma pessoa egoísta fará o que for necessário para alcançar seus objetivos materiais, intelectuais ou sentimentais sem se preocupar com os danos que porventura venha a causar nos interlocutores. Estará agindo em defesa dos seus interesses, desprovida de sentimento de culpa e de uma forma nada empática. Não irá se incomodar com a dor provocada. Porém, não é essa sua primeira intenção; a real motivação é a de se apropriar daquele dado benefício; o dano ao outro é um desdobramento do objetivo inicial e não é fonte de satisfação e nem de dor.
Em alguns casos, o ato agressivo está claramente associado ao erotismo. Há décadas venho afirmando que o sexo, especialmente nos homens, tem importantes conexões com a agressividade, de modo que isso explica comportamentos sádicos, consentidos ou não, assim como os mais dramáticos atos eróticos relacionados com o estupro, exibicionismo, pedofilia… A associação entre sexo e agressividade pode explicar alguns comportamentos machistas, assim como algumas formas de maldade feminina – ser muito provocante para seu parceiro e, mais ou menos regularmente, rejeitar sua abordagem! A maldade nem sempre envolve violência ou apropriação indevida de objetos ou cargos. Por vezes pode se exercer de forma sutil, provocando dor psíquica, como é o caso do ato de humilhar deliberadamente outra pessoa.
Nas crianças que batem nas mais fracas ou que praticam o bullying, tenho a impressão de que o que está em jogo é a autoafirmação: a criança se avalia como mais forte ao rebaixar física ou moralmente alguma outra. Não é fácil explicar os atos violentos contra alguns animais domésticos que são objeto de maus tratos por parte de algumas poucas crianças. Alguns acham que isso indicaria a existência de algum tipo de predisposição biológica para a prática de ações agressivas e maldosas. Não estou convencido de que essa seja uma boa explicação. Sim, porque se houver uma predisposição para a maldade, aquele que a pratica não pode ser responsabilizado; estará “apenas” exercendo sua natureza (segundo o dicionário de filosofia de Comte-Sponville)! Talvez seja mais uma manifestação do tipo da autoafirmação, especialmente se estiver sendo exercida diante de outras crianças. Seria também uma exibição de coragem, de “sangue frio”, de ser mais competente para o exercício da violência.
É mais ou menos nessa linha que acredito que se possa explicar certas condutas que parecem exclusivamente maldosas, desprovidas de benefício para quem a pratica, próprias dos psicopatas. Sendo pessoas destemidas, muitos gostam de se exibir como mais ousados para executar qualquer ato violento. Isso pode parecer gratuito, mas está a serviço da vaidade, de se sentir superior aos outros membros do grupo a que pertence. A vaidade consiste no prazer (erótico) relacionado ao ato de se destacar; e num grupo de marginais, talvez o destaque ganhe essa forma, qual seja, a de ser capaz de maldades mais ostensivas e desnecessárias.
Além da vaidade de ser um membro destemido do grupo, o que costuma determinar um posto de liderança perante aqueles que sejam portadores de algum medo, o ato violento aparentemente gratuito também costuma estar a serviço de intimidar os membros do grupo, reforçando e definindo de modo claro e definitivo o papel de liderança daquele que é totalmente destemido e, claro, desprovido de qualquer tipo de culpa ou empatia. Aliás, esse gosto pela maldade pode ser chamado de “empatia negativa”: o prazer de se afirmar praticando o mal.
Texto de Flávio Gikovate