quarta-feira, 17 de junho de 2015

“A PORTA DO LADO”

Uma extraordinária reflexão de Drauzio Varella



Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.
E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente…
É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que “audácia” contrariá-los!
São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça… Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato.
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.”
Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia… Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante – para o bem e para o mal – portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A “Porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída… Experimente!


CONSELHOS DE PUTA VELHA.


Não se esforce demais. O lingerie de seda, o perfume importado e o jantarzinho a luz de velas com vinho caro é para quem merece. Algumas mulheres têm mania de pegar um ficante que encontrou há a uma semana na balada, levar pra casa e tratar como um rei. Tratamento vip é para namorado firme e marido, se merecerem. Porte-se como uma joia rara e como tal não se doe facilmente para o primeiro que aparecer, não importa o nível da sua carência, seja valiosa.
Pare de ser tão boazinha. Abrir mão do que gosta, mudar o jeito de ser, deixar de se divertir, só porque começou um relacionamento e está apaixonada? Homem gosta de mulher com vida própria, orbitar em volta dele é receita certa para o fracasso, ele pode momentaneamente demonstrar que gosta deste estilo, mas logo se cansa. No fim você perde o namorado e os amigos. Sem contar que ele não vai abrir mão de assistir futebol para ficar com você. Use o mesmo critério para lidar com ele e no fim ele estará te acompanhando em tudo, feliz da vida, afinal é muito bom estar ao lado de pessoas que tem vida.
Pare com os joguinhos. Os casais perdem a oportunidade de se conhecer de verdade e sem máscaras. Está manjado demais transar só no terceiro encontro, não responder a mensagem antes de 60 minutos, só atender o telefone no quinto toque, fazer ciúmes sem necessidade e fingir que não dá a mínima. Encontrar o equilíbrio entre ser disponível demais e ser inacessível está difícil. Ninguém mais demonstra interesse e tesão pelo outro de forma saudável. Nunca sabemos se o outro não liga no dia seguinte porque não está interessado ou porque está se fazendo de difícil para valorizar o passe. Ter tato para não perder a dignidade e saber a hora de bater em retirada é importante, mas um pouco de transparência e sinceridade não faz mal a ninguém. Se for fazer joguinho, seja inteligente, crie novos truques, pois alguns já estão batidos demais.
Jamais se rebaixe. Não importa qual foi a traição, a culpa é do seu parceiro e não da “vagabunda” que ele comeu, a não ser que ela tenha colocado um revolver na cabeça dele. Essa história de mulher bater na amante é ridícula. Nenhum homem é digno de escândalos e manifestações públicas de ciúmes, isso inclui as indiretas nas redes sociais. Mesmo que tiver chorando lágrimas de sangue, fique em cima do salto, ninguém precisa saber da sua condição miserável, não dê esse gostinho para as inimigas e para algumas amigas falsas e invejosas. Aprenda, para algumas pessoas só contamos as vitórias!
Seja você mesma. A performance do filme pornô de quinta categoria não precisa necessariamente ir para sua cama, nada mais patético que a mulherada que finge orgasmo e ainda quer contar vantagem “ pras amiga”. Sem contar que se a coisa for forçada demais o homem percebe. Já ouvi depoimentos de caras que simplesmente brocharam em situações assim. Nada contra quem gosta do estilo e faz porque realmente gosta e está com vontade, mas tudo que é falso e feito somente para tentar impressionar o outro pode gerar efeito contrário.
A diferença entre ser feminina e mulherzinha. Homem quer ser homem, o chefe da casa. Suba na cadeira e chame o gato pra matar a barata, peça-o para abrir a conserva de azeitona e trocar a resistência do chuveiro (essa é uma lição que ainda não aprendi). Quando o macho alfa terminar, não esqueça de agradecer e elogiar tanta virilidade Não importa se você é presidente de uma multinacional e ganha cinco vezes mais que ele, seu parceiro vai adorar uma mulher feminina que o valorize enquanto homem e que o faça sentir-se útil (isso se ele merecer). A mulherzinha olha a marca do carro, dá golpe dá barriga e é manipuladora, faz escândalo por qualquer coisa, quebra as finanças do parceiro, requer atenção total, mas é afetivamente mesquinha, só recebe. Mulherzinha, ai que preguiça! Para os leitores que levam tudo ao pé da letra, é claro que esse é um exemplo, existem infinitas possibilidades para valorizar um homem, e não podemos limitá-los apenas a matadores de baratas e abridores de conservas.
Escolha bem seu parceiro use a razão não só o coração. A mulherada lutou e luta tanto por igualdade, mas hoje tem jornada dupla e até tripla para dar conta da vida profissional, casa, filhos e marido. Queria saber onde está a igualdade nisso, pois enquanto a mulher se desdobra, muitos maridos estão no sofá assistindo tv ou no bar com os amigos. Quando for se relacionar com alguém, antes de se envolver loucamente em um amor de pica sem fim, preste muita atenção na sogra, veja como ela trata os filhos. Dá tudo na mão, recolhe os sapatos e meias sujas pela casa, faz o pratinho de comida com o feijão em cima, lava as cuecas, defende cada um até a morte mesmo que estejam errados? Se for esse o caso, AMIGA CORRAAAAA! Caso contrário, você será uma forte candidata a Amélia emancipada.
O borogodó – Magnetismo pessoal e amor próprio vale mais que um corpo sarado. A mulherada está caprichando tanto no treino, na lipoaspiração e no silicone, mas o número de fracassos amorosos não diminui. Outra ala se sente gorda demais e sem autoconfiança para atrair o sexo oposto, mas também não faz nada para mudar. Existem mulheres que aparentemente não possuem nada de especial, podem até ser “feias”, porém, por alguma razão os homens caem aos seus pés. Esse magnetismo em algumas mulheres vem de onde? O que elas têm é independência emocional, se apoiam sozinhas, se bastam, tem outras metas além de agarrar um homem, estudam, trabalham, viajam e são felizes sozinhas ou acompanhadas. Não vivem carentes chorando pelos cantos, não são cheias de mágoas, não pegaram ódio dos homens por conta de decepções do passado. Aconteça o que acontecer, essas mulheres estão sempre de cabeça erguida e tem uma vida que não se limita apenas em se arrumar para encontrar um macho.
Seja uma puta entre quatro paredes e o que quiser na sociedade. Afinal o que é ser uma dama na sociedade? A Amélia emancipada devotada à família, a esposa renegada que trabalha que nem camela para dividir com o marido as contas de casa? Tem algo mais irritante que estereótipos do que é ser uma boa mãe e esposa? E a quantidade de cobranças que recebemos quando não atendemos esse modelo? E essa mulher resignada e atarefada, consegue ser o mulherão que os homens adoram entre quatro paredes? Claro que não! Conheço casais que nunca conversaram sobre suas preferências e fantasias sexuais. Tudo bem que não é fácil manter o tesão a todo vapor 100% do tempo, mas quanto vale o seu relacionamento? Será que ele não merece um pouco mais de investimento? Nem é tão difícil assim satisfazer um homem, faça bem feito, faça com gosto, mostre que ele é desejado (se ele merecer) nem precisa se pendurar no lustre e saber todas as posições do kama sutra, basta tirar algumas horas para dedicar exclusivamente a ele, com amor, carinho e uma pitada de sacanagem, por que não? Por ele sim vale investir no jantarzinho a luz de velas, no lingerie de renda e no vinho caro.
Esse título foi inspirado por uma grande amiga, prostituta aposentada, que acumulou uma experiência de vida que poucas vezes vi igual. Na verdade, ela tem a idade da minha mãe e sempre me deu conselhos dizendo: – Ouve o conselho dessa puta velha! Por incrível que pareça, toda vez que não seguia os conselhos dela me dava mal. Esta mulher até hoje tem em suas mãos tudo que quer e um poder de atração de dar inveja a qualquer ninfeta de 20 anos, soube investir todo dinheiro que ganhou e tem uma vida mais que tranquila ao lado do grande e único amor de sua vida. E quando pensamos em puta, pensamos logo em promiscuidade e vender o corpo, mas tem muita puta por aí mais digna e honesta que certas mulheres tidas como “damas da sociedade”, mas que já se venderam mais que tudo e por muito pouco. Histórias assim são para quebrar os paradigmas e fazer repensar alguns valores, sem contar que chacoalham os puritanos, as feministas e críticos de plantão.
ISIS THOT

terça-feira, 16 de junho de 2015

ISSO É ANTI PROSPERIDADE

Você tem o hábito de juntar objetos e entulhos?
E dentro de você?
Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?
ISSO É ANTI PROSPERIDADE
É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem a sua vida. Este é um princípio naví chamado AWASAR – “espaço vazio para armazenar”. É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade material e espiritual venha. É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja.
Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades. Lembre-se tudo o que você necessita para o seu crescimento, evolução e potência, é exatamente o que se encontra presente em sua vida neste exato momento. Muitas vezes aquilo que você considera ser um grande problema, é na verdade a alavanca que lhe impulsionará em direção ao seu aperfeiçoamento. Portanto, pare de lamúrias, pois suas lamúrias só atrairão destruição.
Se você não consegue fazer uso dos recursos que possui neste momento em sua vida é porque não está havendo espaço e portanto precisa esvaziar. Lembre-se, sempre que necessitar que algo entre em sua vida, use o princípio do AWASAR para criar um espaço receptor.
A energia precisa circular. Limpe as gavetas, os armários, o quartinho dos fundos, a garagem. Dê o que você não usa mais. Venda, troque, movimente e não acumule. Dê espaço para o novo. A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra a sua vida.
Mas não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas a atitude espiritual de guardar. Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência. Acumulamos coisas porque temos medo do futuro. Acumulamos lixo por acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades.
E onde há medo, não há sustento, não há prosperidade.
O princípio de ter medo do futuro, pode se manifestar, por exemplo, na conservação de um velho e inútil objeto. Esse princípio, expresso num objeto, denota um comportamento que pode também estar presente em outras áreas da sua vida, gerando obstáculos para a energia circular.
O simples fato de dar para alguém o velho objeto, colocando-o em circulação, cria um espaço vazio para que algo melhor ocupe o espaço deixado.
Mas o que nos impede de receber gerando em nós o apego ao que é velho, é a dificuldade que temos de nos livrar das aglutinações do passado.
Tudo de bom,
Meir HaNaví

sexta-feira, 12 de junho de 2015

5 Dicas para criar intimidade em seu relacionamento amoroso – A Dica 4 é a melhor

Dica 1) Lembre-se do passado

Em relacionamentos mais longos é comum que a intimidade possa decair com o tempo em virtude da rotina. Lembrar o passado é tão simples quanto responder a perguntas como:
– Como vocês se conheceram?
– O que mais te atraiu nela / nela?
– Aonde vocês iam no começo?
Uma forma também muito interessante é dar uma boa olhada nas fotos deste começo. Na grande maioria dos casos, responder as perguntas e ver fotos antigas traz de imediato a sensação do começo, o que, por si só já e útil para animar os sentimentos e motivar a mudança de comportamento. Comece lembrando-se do começo, do bom começo.

Dica 2) Faça algo especial

Esta segunda dica é praticamente uma decorrência da primeira. Fazer algo especial, entretanto, não precisa ser planejar uma viagem para Paris ou comprar um presente caro. Pense no que é especial como uma música, um bombom, um perfume, um filme. Pequenos detalhes e pequenos gestos muitas vezes terão mais efeito de trazer o sentimento de intimidade do que planos elaborados e dispendiosos.
Um outro jeito de pensar em fazer algo especial é considerar o que você pode fazer para que a outra pessoa se sinta especial… afinal, cada pessoa sente-se especial de uma maneira. Alguns gostam de ser bem recebidos quando voltam para casa, outros gostam de ser elogiados por uma atividade cotidiana como cozinhar e outros apreciam a lembrança de uma ligação, de um bom dia.

Dica 3) Tenha honestidade e abertura para ser e dizer

Muitas pessoas compartilham tudo o que pensam e sentem nas redes sociais. Embora isso possa ser um exercício válido para criar relacionamentos virtuais, na maioria das vezes, as pessoas não querem ou não se interessam por saber de tudoo que os seus amigos estão vivendo.
De toda forma, é sempre bom deixar um espaço de intimidade reservado apenas para o seu relacionamento. Como diz Marisa Monte: “o meu melhor amigo é o meu amor”, o que é também uma ótima forma de definir a intimidade.
Sendo assim, procure reservar detalhes especiais para a pessoa com quem você está, como uma área secreta de suas vidas destinada e acessada apenas por vocês.

Dica 4) Demonstre real interesse

Para criar intimidade, ou recriar, uma das formas mais simples e certas é demonstrar interesse no que para si não é tão interessante. Por exemplo, pode ser que você não goste de vídeo-game ou de motos ou futebol ou de esmaltes ou tipos de sapatos… Mas quando você demonstra real interesse, você está se aproximando e a tendência é que a outra pessoa também faça o mesmo no futuro com o que você gosta.
Querer que a outra pessoa goste sempre do que você gosta é uma limitação que pode vir a ser extremamente sufocante e que, no final das contas, faria com que não houvesse nenhuma aprendizagem.
Quer dizer, ao estar junto com o parceiro(a) e compartilhar uma parte do seu mundo, você estará enriquecendo o seu. Se eu não tenho nenhum apreço por comida japonesa e a outra pessoa tem, porque não aprender o que é tão gostoso na comida oriental e enriquecer a minha visão de mundo?
A ideia, então, é ouvir, acompanhar, estar junto também no que não é a nossa praia.

Dica 5) lembre-se do porque você gosta dele/dela

Segundo a psicologia cognitiva, o que muda em um relacionamento com o tempo não é tanto o jeito alheio, mas a interpretação de cada um sobre o comportamento do outro.
Por exemplo, no começo ser pontual pode ser um ponto a favor. Passado um tempo, a pontualidade e a sua exigência pode vir a ser interpretada como irritante ou até insuportável. Portanto, lembre-se porque você gosta da pessoa com quem está e porque as suas características são desejáveis. Porque foram desejáveis no começo? Você sentia que estas características te completavam? Você conseguiu viver um outro lado de você mesmo que você não tinha vivido ainda?



VOCÊ É UM DEPENDENTE AFETIVO?


Há pessoas que se “arrepiam” só com a possibilidade de ficar dependente de alguém ou alguma coisa, passam a vida lutando contra isso, e algumas vezes tornam-se onipotentes, distantes e sós. E há pessoas que “tremem” apenas com a idéia de dependerem principalmente de si mesmo; confundem individualidade com solidão, abandono e rejeição. São as duas faces da mesma moeda, os primeiros temem se envolver e perder a sua individualidade e o outro extremo teme té-la. Na verdade ambos acreditam que a autonomia e a capacidade de cuidar de si, tomar as próprias decisões, fazer escolhas, está fora de seu controle, ou melhor, fora de si.
A DEPENDÊNCIA AFETIVA é um estado de imaturidade que faz parte do processo natural de desenvolvimento humano, ou seja, nascemos totalmente dependentes, tanto fisicamente como afetivamente. Com nossas vivências e experiências vamos evoluindo de forma gradativa buscando nossa independência emocional.
Algumas vezes temos clareza de nossas dificuldades, então nos resta pelo menos duas saídas: enfrentá-las e superá-las ou como costumo dizer ...“dar a volta no quarteirão”... , mas, nem sempre a dependência afetiva é consciente.
Uma pessoa é dependente afetivamente quando sua autonomia está prejudicada, ela precisa de algo ou alguém para sentir-se segura e tranqüila, nas mais diferentes decisões em sua vida, desde as mais simples como decidir que roupa vai usar por exemplo, ou , até as mais difíceis, como que profissão escolher,... se muda de emprego ou não,... se continua namorando ou não, se casa ou não... , enfim, inúmeras situações onde está implícito a escolha.
Você que está lendo, deve estar se perguntando: ...mas, todos nós não gostamos de uma ”opniáozinha” as vezes? Sim é verdade, pedir a opnião de alguém sobre algo não o torna dependente afetivo. A diferença está quando você depende realmente dessa opnião e não consegue seguir o seu desejo se ele não for aprovado se não houver o “aval ” de alguém.
O objeto de dependência entra na vida da pessoa como uma muleta, ocupa um espaço vazio. A dependência pode ser de uma pessoa específica, uma droga, uma atitude de carinho, uma palavra amiga ,ou mesmo de alguém que lhe possa ouvir ou dizer o que deve fazer.
Na verdade essas pessoas ou objetos tem uma única função para o dependente afetivo, dar a sensação de segurança que precisa para suportar problemas, tensões e dificuldades pessoais e/ou sociais. A questão é que a segurança não está nas relações que fazemos, não é algo que vem de fora é algo que existe ou não dentro de nós. Nossa segurança e autoestima são os reguladores de nossa maturidade emocional.
Jacob Levy Moreno, quando criou o Psicodrama partia do princípio que o ser humano é um ser social, influencia e é influenciado todo o tempo. No Psicodrama dizemos que toda a saúde e doença emocional nasce nas relações, ou seja são aprendidas durante o desenvolvimento através dos modelos que recebemos primeiramente por nossa família de origem e secundariamente através das demais relações que vivenciamos durante a vida. Nos primeiros anos de vida necessitamos da confirmação de nossas atitudes, da certeza de que nosso comportamento está sendo aceito pelas pessoas que amamos.
Com o nosso desenvolvimento emocional, passamos a desejar e não mais necessitar dessa aprovação . Aprendemos a nos relacionar com o mundo pelas regras que recebemos em nossa família. A criança é espontânea e criativa por natureza, ninguém nasce “culpado” em ser espontâneo. A dependência afetiva , muitas vezes nasce e é sustentada por problemas no relacionamento familiar, pelos conflitos pessoais pela sensação de rejeição e de não ser aceito.
Certa vez recebi em meu consultório uma jovem de 22 anos, vou chama-la aqui de Joana. Joana veio para psicoterapia porque tinha muitas dificuldades afetivas, era brilhante aluna, fazia faculdade e tinha ótimas notas, mas tinha dificuldade de arrumar namorado, era introvertida, sentia-se feia e sem graça. Joana tinha uma grande amiga de quem falava muito. Estava sempre contando como sua amiga se saía bem com os rapazes e tinha várias paqueras , mas, em compensação tinha péssimas notas, dependia de suas “colas” para passar de semestre.
Durante o processo terapêutico Joana percebeu que cada uma desempenhava um papel na relação, ou seja, uma cuidava dos estudos e a outra arrumava amigos e namorados, funcionavam como se fossem uma única pessoa.
Apesar de nunca ter percebido até então esse trato, era difícil vencé-lo, mesmo porque Joana não acreditava que pudesse ser alguém interessante, ou mesmo algum dia se sentir bonita. Nesse exemplo, Joana tinha dois caminhos possíveis: o primeiro era continuar nessa relação de dependência onde uma supostamente supria a necessidade da outra, ou escolher o segundo caminho, o mais trabalhoso e também o mais saudável : perceber e enfrentar seus limites e suas próprias dificuldades, para poder superá-los.
Na verdade ninguém é dependente sozinho, DEPENDÊNCIA AFETIVA é uma via de mão dupla, se uma criança é dependente afetivamente a mãe com certeza também o é, pois neste caso, a mãe é quem a estimula e acredita em seu potencial ajudando-a a ter a certeza que conseguirá superar suas dificuldades. Dessa relação, nasce a auto estima e a sensação de segurança pessoal.
Todo o ser humano nasce com uma capacidade de cuidar de si, um potencial que precisa ser estimulado, se não recebe este estímulo torna-se dependente. Na prática acabam por não confiarem em si mesmas e em seu valor pessoal, deixam de oferecer o seu melhor na vida , no trabalho e em seus relacionamentos.
Para pais e/ou educadores, exercitem o respeito às características genuínas de cada criança, respeitando sua natureza espontânea e sua criatividade. É importante aprender que dar limite é prova de amor e é diferente de reprovação. Dar parâmetros é dar condição para a criança desenvolver responsabilidade e aprender a superar as frustrações.
Não podemos perder de vista o humano que existe em nós, somos criatura e criadores capazes e genuinamente, imperfeitos.
Por Psicóloga Sirley Bittu


quarta-feira, 10 de junho de 2015

O defeito é sempre do outro?

Quando o outro não faz..É preguiçoso.Quando você não faz...Está muito ocupado.
Quando o outro fala...É intrigante.Quando você fala...É crítica construtiva.
Quando o outro se decide a favor de um ponto...é "cabeça dura".Quando você o faz...Está sendo firme.
Quando o outro não cumprimenta,é mascarado.Quando você passa sem cumprimentar...É apenas distração.
Quando o outro fala sobre si mesmo,é egoísta.Quando você fala...É porque precisa desabafar.
Quando o outro se esforça para ser agradável,tem uma segunda intenção.Quando você age assim...É gentil.
Quando o outro encara os dois lados do problema,está sendo fraco.Quando você o faz...Está sendo compreensivo.
Quando o outro faz alguma coisa sem ordem,está se excedendo.Quando você faz... É iniciativa.
Quando o outro progride,teve oportunidade.Quando você progride...É fruto de muito trabalho.
Quando o outro luta por seus direitos,é teimoso.Quando você o faz...É prova de caráter.
Quando você manda um e-mail com esse texto,é porque gosta dos amigos.Quando o outro manda...É um desocupado.
Quando pensar em julgar o outro... olhe primeiro para dentro de você....

^^

terça-feira, 9 de junho de 2015

O poder das palavras


A linguagem dirige nossos pensamentos para direções especificas e, de alguma forma, ela nos ajuda a criar a nossa realidade, potencializando ou limitando as nossas possibilidades. A habilidade de usar a linguagem com precisão é essencial para uma boa comunicação.
1) Cuidado com a palavra “NÃO”. A Frase que contém NÃO, para ser compreendida, traz à mente o que está junto com ela. O NÃO existe apenas na linguagem e não na experiência. Por exemplo: pense em "NÃO"... Não vem nada à mente. Agora, vou lhe pedir, NÃO PENSE NA COR VERMELHA... Eu pedi para você NÃO pensar na cor vermelha e você provavelmente pensou.
Procure falar no positivo, diga o que você quer e não o que você não quer, por exemplo, uma pessoa diz a outra, "Não mexa no meu computador", ele deveria dizer algo como... "No meu computador só quem mexe sou eu", ou "Você está proibido de mexer em meu computador".
2) Cuidado com a palavra “MAS”, que nega tudo que vem antes. Por exemplo: "O Pedro é um rapaz inteligente, esforçado, MAS...". Substitua o MAS por E, quando indicado.
3) Cuidado com a palavra “TENTAR”, que pressupõe a possibilidade de falha. Por exemplo: "Vou tentar encontrar com você amanhã às 8 horas". Em outras palavras: Tenho grande chance de não ir, pois vou "tentar". Evite TENTAR, faça!
4) Cuidado com “NÃO POSSO” ou “NÃO CONSIGO”, que dão ideia de incapacidade pessoal. Use NÃO QUERO, NÃO PODIA ou NÃO CONSEGUIA, que pressupõe que vai conseguir, que vai poder.
5) Cuidado com as palavras “DEVO”, “TENHO QUE” ou “PRECISO”, que pressupõem que algo externo controla a sua vida. Em vez delas use QUERO, DECIDO, VOU.
6) Fale dos problemas ou das descrições negativas de si mesmo, utilizando o verbo no passado. Isto libera o presente. Por exemplo, "Eu tinha dificuldade em fazer isto..."
7) Fale das mudanças desejadas para o futuro utilizando o tempo presente do verbo. Por exemplo: em vez de dizer "Vou conseguir", diga "Estou conseguindo".
8) Substitua o “SE” por “QUANDO”. Por exemplo: em vez de falar "Se eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar", fale "Quando eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar".
9) Substitua “ESPERO” por “SEI”. Por exemplo: em vez de falar "Eu espero aprender isso", diga "Eu sei que vou aprender isso". ESPERAR suscita dúvidas e enfraquece a linguagem.
10) Substitua o “CONDICIONAL” pelo “PRESENTE”. Por exemplo: Ao invés de dizer "Eu gostaria de agradecer à presença de vocês", diga "Eu agradeço a presença de vocês". O verbo no presente fica mais forte e concreto.
Falar corretamente é muito importante. O que nos diferencia dos animais é o som ordenado que transmite a sabedoria, o conhecimento e a capacidade de comunicação. Precisamos ter em mente que aprender a falar corretamente, positivamente, claramente, sem gírias ou palavrões é um caminho para o controle de nossas faculdades, utilizando assim, um pouco daquela capacidade que desprezamos ao utilizarmos um décimo de nosso poder. 
- Solange Via Sol