segunda-feira, 11 de maio de 2015

A SÍNDROME DA PRESSA


Fonte: Portal Educação
O apressado age de forma não planejada e rápida.
O excesso de trabalho, a falta de planejamento, a incapacidade de dizer não, a rapidez da comunicação, a utilização excessiva de tecnologias fazem com que as pessoas iniciem algumas tarefas e, no decorrer de sua execução, parem para realizar outras.
Ao final do dia se olharmos efetivamente para o que concluímos, poderemos ter uma surpresa desagradável. Muitas tarefas estarão inacabadas. E no dia seguinte cometemos o mesmo erro.
Organizar e aprender a planejar as atividades dentro de um determinado período de tempo são fundamentais para evitar a síndrome da pressa. Podemos falar neste momento em qualidade de vida quando nos livramos da síndrome da pressa.
Estamos falando da síndrome da pressa, mas podemos fazer uma comparação muito interessante com a velocidade. Sabe qual a diferença entre ser veloz e ser apressado?
Para ilustrar e facilitar o entendimento do que é ser veloz, vamos pensar em uma corrida de distância, em que o atleta, ao dar a largada, poderá imprimir mais ou menos velocidade dependendo do planejamento realizado. Nessa situação estará agindo de forma assertiva e será considerado um corredor veloz.
Já para a pressa podemos citar o exemplo de uma maratona em que, ao largar, o atleta busca imprimir muita velocidade e no meio ou no final da corrida não tem pernas para vencer a maratona. Ele utilizou-se da pressa, ou seja, tentou fazer o percurso de forma não planejada e rapidamente.
O apressado age de forma não planejada e rápida, não cuida dos detalhes e atropela os fatos. Já o veloz planeja a forma como pretende executar uma determinada tarefa ou atividade.
Essa é a diferença. No mundo moderno temos que ser mais ágeis, rápidos e velozes. Não tem lugar para o apressado.
Também podemos pensar que a pressa nos torna menos produtivos, pois agimos muitas vezes pela pressão e de forma desordenada. A velocidade é positiva e a pressa é negativa.
Após apresentar a diferença entre ser veloz e ser apressado, vamos questionar: onde nos enquadramos? Se formos apressados, é importante observarmos o que foi dito anteriormente e revermos algumas atitudes e ações do nosso dia a dia. O desafio é ser veloz sem ser apressado.
Vamos listar alguns sintomas de pessoas que são apressadas:
• Sentir sempre que está perdendo tempo.
• Sentir que o tempo nunca é suficiente.
• Não desfrutar de momentos de lazer.
• Começar a fazer várias atividades ao mesmo tempo.
• Ter dificuldades para se concentrar.
• Irritar-se com atrasos.
• Não suportar esperar. Impaciência.
Após ler sobre a síndrome da pressa, devemos perceber se padecemos desses sintomas. Se for o caso, devemos procurar planejar adequadamente as nossas atividades.
Respeitar o relógio biológico e o tempo disponível para execução, além de trabalhar dentro de um horário previsto.
Dicas:
• Não se torne escravo do tempo.
• Diminua a velocidade e aproveite a vida antes que ela passe.
• Qualquer um pode mudar seus costumes.
Para isso:
• Procure dosar as atividades.
• Não tente fazê-las com pressa excessiva.
• Procure ter disciplina em todas as atividades. Faça dela um hábito permanente.
Lembre-se de ter atitude e acreditar que é capaz de organizar o seu tempo.




A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.
Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha.
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós,lembro logo da frase, hoje absolutamente clara: Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
Ser "desnecessária" é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes.
Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.
A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio é a principal missão.
Ao aprendermos a ser "desnecessários", nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.
"Dê a quem você ama:
- Asas para voar...
- Raízes para voltar...
- Motivos para ficar... "
Autoria desconhecida

terça-feira, 5 de maio de 2015

Quando o reboco começa a cair…

Você passa toda sua vida acreditando em determinadas coisas, seguindo um determinado modelo, convicto de ser o caminho certo, conceitos e preconceitos vão se formando, você escolhe (ou alguém escolhe por você) uma religião, uma crença ou mesmo a falta dela, você absorve ideologias, torce por um time, define linhas, limites e regras, classificando tudo em sua volta em certo ou errado, bom ou ruim, sensato ou insensato, aceitável ou inaceitável e você traça seu próprio mundo, você desenha sua própria vida. E você está seguro de ter pessoas que dividem tudo isso com você, parentes, colegas, vizinhos, amigos reais e virtuais e muito mais gente por aí que faz parte de seu “time”, de sua vida, de seu mundo, gente desse ou daquele tipo, a depender do que você defende ou repudia.
Você vai colecionando e acumulando tudo isso durante sua vida inteira, interiorizando essas coisas, encarnando-as, acreditando ser isso tudo realmente seu, que tudo isso é realmente você. E você ainda “embala” tudo isso bonitinho, colocando rótulos e etiquetas, escrevendo na testa o que você representa e aquilo no que você acredita, apresentando-se ao mundo como uma pessoa “cheia de coisas” e com uma fachada perfeita. E você vive assim por muitos anos ou mesmo décadas, convicto, seguro, pois você foi definido ou mesmo se definiu, você sabe o que vale ou não a pena, quais pessoas são boas ou ruins, quem merece sua atenção e quem não….
Sua vida vai correndo, o tempo vai passando e certas convicções vão se cristalizando ainda mais, até que você um dia sabe: é nisso que realmente acredito!
Agora você imagine um casarão antigo, um sobrado, a casa mais bonita da rua. E imagine que essa casa seja você, ali, sólida, robusta, aquela casa que foi construída em muitos anos, com sua fachada maravilhosa, aquela fachada bem conservada por você ao longo de todo esse tempo. E você, orgulhoso da linda casa que é, gosta quando as pessoas param na frente para admirar aquela construção, aquela obra incomparável. Mas, um belo dia, você toma um susto, pois um caminhão pesado passa na rua, estremecendo tudo, fazendo a casa (você!) vibrar. E, de repente, sem que você jamais esperasse por isso, cai um pedaço grande do reboco, do seu reboco, destruindo parcialmente a fachada. Você reage, busca areia e cimento e conserta logo o defeito, pois você quer manter a fachada bonita para continuar a ser admirado pelos passantes. Mas não demora muito e o reboco cai em outro canto. Você conserta de novo, mas vão caindo outros pedaços e você se desespera, pois não consegue dar conta de tanto reboco caindo…
Um dia você para e procura entender o que está acontecendo. E você percebe então a causa do problema: a casa é antiga, a estrutura sofreu com o passar dos anos, sem que você cuidasse disso, mantendo somente a fachada bem tratada, arrumando o que se vê de fora, mas sem nunca questionar se o alicerce ainda segura toda aquela obra monumental. Sim, você foi construindo, colocando coisas, sem nunca verificar se a casa, depois de tanto tempo, ainda dá conta do peso acumulado. E a estrutura abalada não segura mais a casa e muito menos a fachada, fazendo com que o reboco caia e toda a construção balance.

Não é assim também na vida?

O mesmo termina acontecendo com qualquer ser humano que passe a vida cuidando da fachada, de rótulos e etiquetas, sem cuidar realmente da estrutura, sem verificar se todo o alicerce de crenças, ideologias e convicções ainda sustentam o todo, sem adequar o peso à base que o segura, sem cuidar do que realmente é essencial. Podemos nos iludir, acreditando que tudo está bem enquanto a fachada segurar, mas também na vida passa mais cedo ou mais tarde um caminhão pesado, que faz tudo estremecer, derrubando o reboco e mostrando o que se encontra por trás dele: uma estrutura já há muito tempo fraca, abalada, insegura. Sim, esse caminhão pesado passa em nossas vidas de formas diversas:
É aquela decepção forte que vivemos com pessoas próximas, que acreditávamos que eram amigas, mas que de repente lhe mostram que nunca realmente valorizaram ou respeitaram você;
É aquele momento no qual você percebe que seu trabalho, que você já faz a anos seguidos, achando ser aquilo que você sempre quis fazer, na verdade nunca lhe satisfez, pelo contrário: lhe prendeu, lhe escravizou, roubando seu tempo, sugando sua energia, limitando seus sonhos, condicionando sua pessoa, transformando você numa espécie de robô, que age e reage com automação, com rotina, sem questionar, sem criar ou transformar nada verdadeiramente, sem auto-realização;
É aquele político, que você sempre apoiou durante suas campanhas eleitorais, por acreditar nele e em sua integridade, e que finalmente foi eleito, mas, ao invés de cumprir o que prometera, governa agora de forma antiética e corrupta, lhe decepcionando ou até lhe revoltando profundamente;
É aquela doença, que lhe tira do meio da vida, fazendo-lhe sofrer, freando suas atividades e obrigando-lhe a abrir mão de muitas coisas para você até então tão importantes. E é a experiência de sofrimento e muitas vezes de solidão e decepção, pois percebemos nesses momentos que aquelas certas pessoas, que acreditávamos que faziam parte de nosso mundo, nossos “grandes” amigos, até mesmo parentes, se afastam, fogem de nós por estarmos fracos, enfermos, por termos perdido a fachada bonita;
É aquela pessoa que de repente cruza seu caminho, chamando sua atenção, mexendo com suas emoções de uma forma profunda e extrema, sacudindo seus sentimentos, fazendo com que você questione seu relacionamento de muitos anos, balançando seu casamento ou namoro, fazendo com que você reflita sobre sua felicidade amorosa;
É aquela opinião aprendida ainda cedo, que você tanto defendeu como certa, mas que de repente parece perder a validade, pois alguma coisa lhe mostra que ela estava errada (pelos menos parcialmente) por todo esse tempo;
É aquela pessoa que você conheceu por acaso, sem nunca ter querido conhecer, já que ela faz parte de algum grupo social ou realidade que você sempre rejeitou e talvez até discriminou, mas que então lhe mostra que você estava enganado, que pessoas “desse tipo” não são necessariamente ruins e que seu preconceito foi injusto durante anos;
É aquela tomada repentina de consciência de que uma vida baseada em distração e consumo pode até ser mais leve e divertida, mas não traz real satisfação pessoal e muito menos felicidade;
É aquele momento no qual você parece ter acordado de um sonho e olha pra trás, acreditando que nada foi conquistado ou somente muito pouco, que também tomou decisões erradas na vida, que começou muitas coisas sem concluí-las, que o tempo passou e você deixou de realizar seus sonhos.
É aquele instante, quando sua consciência pesa subitamente, você sente remorso ou culpa, por algo que você fez ou deixou de fazer, por alguém que você deixou de perdoar ou pelo perdão que você deixou de pedir, por causa de algo que você deveria ter dito a alguém, mas que não pode mais dizer por ser tarde demais, sabendo que jamais terá uma nova oportunidade para isso. Um instante de tomada de consciência de que nos escondemos atrás da falta de tempo, deixando muitas coisas mal resolvidas e não cuidando do que é realmente importante.
A forma pode variar, mas é importante saber que esse “caminhão pesado” pode passar repentinamente na vida de qualquer um, na sua, na minha, na de todos, a qualquer momento. E sua casa irá estremecer, podendo cair reboco. Mas não se desespere se isso acontecer: veja isso como oportunidade de aprendizado, crescimento e mudança, como uma chance de parar para refletir, de questionar a carga carregada até então, suas crenças, seus conceitos, suas convicções, de rever a estrutura e de fazer uma reforma substancial daquilo que já há muito tempo não estava realmente dando mais certo. Na hora que passar o caminhão, aproveite essa chance de mudar e refazer sua vida, de se reestruturar e de sair de uma situação que não lhe faz feliz. Esqueça a aparência, ela vem automaticamente, é resultado do que está realmente dentro de você. Prefira cuidar da essência e você terá maiores chances de levar uma vida verdadeiramente plena e feliz. A vida é curta demais para ficar consertando reboco só para manter a fachada. 


Ao falarmos dos outros, revelamos muito sobre nós mesmos

Existe uma frase atribuída a Sigmund Freud, o criador da psicanálise, que traz os seguintes dizeres: “Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo”. Se a sentença foi realmente proferida por Freud, não se sabe. Entretanto, o significado da mensagem faz sentido.

Para o médico e psicanalista Mauro Hegenberg, professor do Instituto Sedes Sapientiae, que realiza cursos, estudos e atendimento clínico na área de psicologia, a frase é precisa, já que cada um revela um pouco de si mesmo a partir do que identifica no outro. “Isso porque projetamos nos outros aquilo que está em nós mesmos”, explica.
Na concepção da psicanálise, cada indivíduo tem uma visão única de mundo, formada ao longo da vida em função de sua educação e suas experiências, que influenciam o modo de perceber as pessoas. “São essas imagens, ideias e conceitos que projetamos nas pessoas quando pensamos nelas ou falamos sobre elas”, diz Hegenberg.
Diferentes estudos na área de psicologia mostraram que bastam apenas poucos segundos para formarmos uma opinião sobre alguém. Uma pesquisa da Universidade de Glasgow, na Escócia, concluiu que até menos do que isso é suficiente: em apenas meio segundo, os entrevistados tiveram suas primeiras impressões após ouvir um simples “olá”.
A maneira como julgamos alguém ou o que falamos a respeito dele estão intimamente relacionados com o nosso jeito de ser, na opinião do filósofo Jorge Claudio Ribeiro, livre-docente em Ciência da Religião da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo. “Se sou otimista, vou destacar aspectos mais positivos daquela pessoa”, exemplifica.
Para Ribeiro, além da influência da biografia de cada um naquilo que mais salta aos olhos quando analisamos o outro, existe, também, o peso do momento. “As circunstâncias que estamos vivendo também condicionam o nosso pensamento”, acrescenta.

O que incomoda?

Muitas vezes aquilo que tanto incomoda no outro pode ter relação com uma característica que a pessoa também possui, mas não aprova e nem sempre enxerga. “Se aquilo não tivesse nada a ver com as minhas dificuldades, não incomodaria, eu nem perceberia”, diz a psicoterapeuta cognitivista-comportamental Betania Marques Dutra, professora da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora e do Instituto Brasileiro de Hipnoterapia, no Rio de Janeiro (RJ).
Betania acredita que a forma como encaramos a atitude e o comportamento dos outros tem ligação com o que pensamos acerca de nós mesmos. “Quando o outro está me afetando de maneira bastante significativa, pode ser que ele esteja interferindo na ideia central que tenho de mim mesmo”, afirma.
O professor da PUC-SP observa que uma pessoa também é capaz de nos perturbar quando nos provoca de algum modo. “Às vezes, o outro me incomoda porque é melhor do que eu, por exemplo. E eu não quero melhorar, estou acomodado”, analisa Jorge Ribeiro.
Apesar de o outro servir com frequência de espelho, refletindo quem somos e o que pensamos do mundo, nem tudo que vemos é a nossa própria imagem. Aspectos que repudiamos também aparecem e causam revolta. “O outro também pode me incomodar porque vai contra uma série de valores que prezo”, ressalva Ribeiro.
Para Mauro Hegenberg, devemos estar atentos ao que falamos e pensamos dos outros. “Cabe sempre a reflexão do porquê aquela pessoa nos incomoda, em que ela nos atrai ou repele, o que admiramos nela ou invejamos”, sugere.
A visão que temos de alguém, segundo Jorge Ribeiro, é sempre limitada. Por essa razão, ele acredita que nenhum julgamento deveria ser definitivo. “Tenho compromisso com o que estou vendo, mas também com a limitação do que estou vendo”, diz.

Maledicência e vida vazia

A impressão que se tem, ainda mais em tempos de redes sociais, com a proliferação de discursos de ódio, é que as pessoas falam mais mal do que bem dos outros. O professor do Instituto Sedes acredita que também elogiamos com frequência, porém existe a tendência em recordar mais das coisas ruins.
“É uma questão de sobrevivência: precisamos nos lembrar do que é desagradável para não repetir”, justifica.
Ocupar-se da vida alheia e praticar a maledicência é uma forma de se inserir em um grupo. Mas isso acontece de maneira mais exacerbada, segundo Mauro Hegenberg, com aqueles que levam uma vida vazia, sem sentido. “Quanto mais frágeis nos sentimos, mais precisamos nos defender, e falar mal dos outros é uma forma de defesa”, diz.
Betania Dutra concorda que essa atitude às vezes funciona como estratégia para lidar com as próprias dificuldades. “Falar mal dos outros pode ser uma forma de compensar os nossos próprios complexos”, ressalta.
Autor: Yannik D’Elboux

sábado, 2 de maio de 2015

"Benditas sejam as moças de vestido sem brilhos, ombreiras e tantos babados, sem cintos de couro, barbante, metal, muito menos fivela; e jamais embaladas a vácuo, pois que a sensualidade, para além da atitude, está mais no detalhe do tecido que roça o corpo em movimento que no grude integral ao corpo estático.
Benditas sejam as moças de calça jeans e blusinha branca ou preta, sempre básicas por ruas e bares – como aliás pedem as ruas e os bares, nas calçadas da Pavuna ou do Leblon -, e quiçá de alcinha, como quem dá de ombros aos excessos da moda e leva o sorriso à frente da roupa.
Benditas sejam as moças que não saem para tomar um chopinho como quem vai para um casamento, e nem vão para um casamento como quem vai para um Halloween.
Benditas sejam as moças capazes de colocar um shortinho e um par de chinelos, e descer em 5 minutos se o homem diz que está passando na portaria, conscientes de que nada é mais elegante que uma mulher despojada e segura de si.
Benditas sejam as moças de sandalinha rasteira, sempre baixa, mas, em último – e somente último – caso, aptas a andar e sambar de salto, porque é o samba que dá a medida – mesmo que a ocasião não obrigue ao samba – da altura que uma mulher pode ter.
Benditas sejam as moças de bolsas funcionais e discretas – adeus, correntes douradas -, daquelas que jamais atrapalham o abraço, nem substituem a lanterna em caso de apagão, muito menos parecem, redondas, uma capa de pandeiro ou tamborim.
Benditas sejam as moças atléticas, que, ao se vestirem, buscam mais suavizar seus atributos – para fugir ao exibicionismo das periguetes turbinadas – do que ocultar seus defeitos – pendurando a saia nos seios, por exemplo, para encobrir a bunda faltante – e ainda dispensam a mão na cintura para tapar o pneuzinho no álbum de fotos.
Benditas sejam as moças leves, práticas e apresentáveis à família de seu pretendente, que não se deixam transformar em bonecas russas ou árvores de Natal, daquelas que, de tantas camadas (peças de roupa e cosméticos) e enfeites (colares, pulseiras, braceletes, brincos, pingentes e anéis), um homem precisaria de dois ou três Dias de Reis para desmontar.
Benditas sejam as moças que se sabem bonitas, pois nada é mais feio que uma moça bonita que tenta, à força de maquiagens, parafinas e demais pilantragens, ser aquilo que, sem elas, já é.
Benditas sejam as moças feias que se embelezam pela força de sua personalidade, de seu caráter e das suas realizações, bem como pela via dos exercícios físicos, ao invés de buscar a solução agravante de um artificialismo (cirúrgico) qualquer.
Benditas sejam as moças, bonitas ou feias, cujos pais – sobretudo o pai -, quando não também os demais homens de sua vida, disseram-lhe sempre ser a coisa mais linda do mundo, transmitindo a elas a confiança necessária para ignorar os apelos publicitários, que lhes prometem uma beleza inalcançável à base de todos os produtos que as enfeiam cada vez mais.
Benditas sejam as moças curiosas, inquietas e interessadas, que enxergam além das próprias mães e miguxas, sabendo que o senso estético vem do berço e do ambiente, mas, como tudo o mais, pode ser desenvolvido com a ampliação do imaginário e a elevação do espírito, através de um conhecimento que não é servido no Open Bar.
Benditas sejam as duas ou três moças que sobraram por aí, imunes ao império da cafonice não (só) pela sorte de terem tido bons exemplos, mas (também) porque, diante do acesso ilimitado aos bens de consumo, conservam o desejo quase extinto de ser muito mais do que aquilo que podem comprar.
Benditas sejam as moças que são."
(Felipe Moura Brasil)
Nosso lar é como se fosse a nossa segunda pele e está diretamente ligada a energia dos moradores. É um lugar onde precisamos nos sentir em paz, confortáveis e seguros.
Quando “problemas repetidos” surgem, são pistas de padrões mentais e energia dos moradores.
Muitas vezes, mudamos de casa e os “mesmos” problemas surgem novamente...
O que será que isso significa?
Bom, segue uma lista de problemas comuns e o padrão mental ligado ao problema.
Faça uma auto-análise e veja se faz sentido pra você!
Saliento que essa lista foi criada através de pesquisas, colhendo informações com os estudiosos do tema.
Problemas Hidráulicos : Casas com vazamentos, entupimentos, terão pessoas com comportamento controlador, pessoas que não sabem delegar, perfeccionistas, teimosas que não deixam a vida fluir naturalmente. No caso de vazamentos é perda de dinheiro e de energias. Podem surgir problemas circulatórios e líquidos, glândulas linfáticas, problemas tais como derrame, enfarte, pressão alta, má circulação, trombose, veias entupidas no caso de entupimento , hemorragia . Há falta de criatividade de idéias, perda de energia, sente-se enfraquecido, desanimado, rígido.
Goteiras: Pessoas com pensamentos negativos repetitivos, que vibram muito tempo em energias baixas, deixando, assim brecha para o mal. Cuidar do espiritual, pode ser invadido por obsessores.
Problemas na elétrica : É relacionado com o sistema nervoso das pessoas. Pessoas agressivas, nervosas, explosivos, críticos, com ataques de cólera.
Portas, janelas e gavetas emperradas: os moradores se sentem estagnados, não conseguindo sair de problemas.
Rachaduras : significa rigidez , inflexibilidade e rachos na estrutura da personalidade das pessoas.
Entupimentos: significam que as energias não estão fluido em você e/ou que na casa há pessoas muito controladoras e que não deixam a vida fluir por si.
Infiltrações: tem o mesmo significado que goteiras. Mas também podem representar um lar onde os moradores retém a afetividade.
Lâmpada queimada: luz é energia e lâmpada que queima com freqüência significa que a energia do ambiente está fraca. Falta alegria.
Telefone com problema: o telefone com problemas freqüentes significa falta de comunicação pessoal. Melhore a sua comunicação com os outros.
Relógio Parado: Energia estagnada.
Portão ou porta de entrada descuidados: Há alguém com aparência física descuidada e com questões de auto-estima a ajustar.
Dicas e cuidados:
Paredes danificadas: emitem vibrações negativas que influenciam na saúde dos moradores. Sempre mantenha as paredes limpas, cuidadas e sem mofo.
Porta e Janelas entulhadas : a energia não flui o que provoca dificuldade de relacionamento e expressão.
Casa Bagunçada: é resultado de vida bagunçada.
Banheiros: local onde deixamos nossas impurezas. Essas energias saem à noite e podem prejudicar os moradores. Deixem sempre a porta do banheiro e a tampa do vaso sanitários fechadas quando há gente na casa ou no escritório e abertas quando não há ninguém na residência ou no escritório para que as energia circule e se enfraqueça.
Plantas detém correntes de vento e energias nocivas, ou seja, são filtros energéticos naturais.
Insira espelhos “Inteligentes” voltados para onde você não quer que energia ruim venha, são curas de Radionica e de Feng Shui.
Nunca use fotos de pessoas para tapar buracos de paredes.
Coloque quadros alegres, serenos, pois são boa energia para sua casa e/ou escritório.
Não colocar cama, fogão, sofá ou altar atrás de paredes com encanamentos.
Arejar ambientes : Abrir portas e janelas ao menos 2 horas por dia.
Limpar o que não serve cria espaço para novas aberturas na vida.
Colar as placa radiônica chamada SCAP* nos aparelhos do quarto de dormir para neutralizar as radiações emitidas por estes aparelhos.
*Criado pelo radiestesista francês André Philippe, este gráfico se baseia na “lei de compensação das forças” e é utilizado para neutralizar energias e radiações nocivas. Ao ser posicionado sob um foco de energias nocivas, absorve e acumula parte da energia eletromagnética liberada por aparelhos elétricos e eletrônicos. Neutraliza, portanto, ondas nocivas que são irradiadas por computadores, celulares, TVs, telefones, microondas, rádios, caixa de força e torres elétricas. Pode atuar também no campo psíquico e emocional, juntamente com tratamentos contra vícios ou no controle da pressão arterial. Colar o gráfico atrás dos aparelhos que liberam energia eletromagnética ou, que se encontram em uma distância menor que um metro e meio do observador. 
- Professor Francisco Borello.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Ela venceu (n)o amor – Baseado em uma história real


Ela sempre foi demais para ele. De verdade. Não pela beleza, embora ela fosse verdadeiramente linda. Mas é que ela nunca se vendeu pro carrão dele, nem para os bíceps do “projeto verão” que ele cultivava com um cuidado repugnante. Ela jamais se vendeu como as moças que se atraíam pela superficialidade dele. Ela enxergou além, ela se apaixonou pelas qualidades que ele não tinha.
Ela se orgulhava de ter sido escolhida pelo cara mais cobiçado do bairro. Ela sorria diante das declarações de amor recheadas de falsidade e de erros de gramática, ela se sentia especial. Ela se sentia em um conto de fadas e ele não conseguia ser sequer um sapo. Mas, coitada, a paixão tem dessas coisas.
Era triste ver uns olhos tão cheios de verdade imersos na superficialidade de um príncipe metido e de pau, provavelmente, muito pequeno – e digo príncipe no pior dos sentidos que pode ser atribuído à palavra.
Ele saía nas noites de sexta rodeado de biscates, mas ela se contentava com as segundas-feiras em sua companhia. Ela não via o quanto ela merecia mais. Ela era tão mulher pra aquele menino que nunca virou homem. Ela tinha um sorriso tão largo, mas toda aquela falta de amor quase o apagou. Quase.
Ela esqueceu. Doeu, e provavelmente ela pensou que não suportaria. Porque, você sabe, dói mesmo. Mesmo quando a gente sabe que não tem que ser, dói. Mas passa. E pra ela passou. Ninguém lia a sua dor no seu olhar – por que ele jamais perdeu o brilho. Ela guardou aquela dor tão bem guardada que, num belo dia, nem mesmo ela a encontrou.
Ela continuou tão linda e tão mulher que me inspirou a escrever esse texto – e olha que ela nem sabe. Ela amou um idiota – mas, quem nunca? O importante é que ela não deixou que ele levasse nenhum pedacinho dela embora. Ele veio e passou, como uma tempestade que ensina a gente a ser mais forte.
Está mais linda do que nunca. Linda, viajada e bem amada. E o melhor disso tudo é que ela não faz questão de mostrar isso pra ele e nem pra ninguém – mas essas coisas a gente percebe no olhar, né? Quem a via de mãos dadas com um cara tão desprezível não imaginava que ela fosse tão mulher, mas ela provou que é.
Ele continua com as piores companhias possíveis. Sorrindo superficialmente, amando superficialmente, vivendo superficialmente. Até ele entendeu que não merecia tanto
Ela não se boicotou, enxugou as lágrimas e tratou de ser feliz como merecia. Foi em frente, de forma leve. Por que, além do que seus olhos poderiam ver naquele momento, havia algo – e alguém – melhor. E ela sabia. Por isso, ela venceu. Ela passou e deixou marcas, porque uma mulher de verdade sempre marca. E ele… Bem, ele só passou.

Nathalí Macedo