quinta-feira, 20 de junho de 2013

Queria ser para mim,
uma pessoa diferente,
ser alguém que irradiasse energia, alegria e boa vontade.
...
Ser aquela força sempre presente e disponível para abraçar o desafio, para levantar o meu mau-humor e suportar a grandiosidade dos meus sonhos.

Ser aquele que perante o sucesso, fosse capaz de manter a humildade e desse a mão a quem mais precisa,
Ser aquele que na tristeza não se deixasse consumir por ela, e entendesse que sentir tristeza não faz de mim uma pessoa triste.

Queria mesmo muito, num estalar de dedos, que a minha mente me obedecesse e o meu corpo reagisse prontamente ao meu comando.

Entender que, mesmo com memórias cortantes e penosas, eu sou mais que o meu passado e,
arregaçar as mangas para cozinhar o meu presente e servi-lo com sabor a esperança.

Ah, como é bom desejar,
Ah como é melhor ainda ficar ciente que tudo o que desejo depende de mim,
que tudo depende de passar do queria, para o quero, e do quero para o faço, e do faço para o consegui, e do consegui para o:

Sou o que quero quando me proponho a isso...

sexta-feira, 14 de junho de 2013

ELEGÂNCIA.....Sempre é bom rever as nossas atitudes!!!!! Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situaç...ões mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detecta-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detecta-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso... É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo. É elegante a gentileza... Atitudes gentis, falam mais que mil imagens. Abrir a porta para alguém... é muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante. Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação, Mas tentar imita-la é improdutiva. A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

Martha Medeiros

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Imaginem um mundo de coisas limpas e bonitas, onde a gente não seja obrigado a fugir, fingir ou mentir, onde a gente não tenha medo nem se sinta confuso (não haverá a palavra nem a coisa confusão, porque tudo será nítido e claro), onde as pessoas não se machuquem umas às outras, onde o que a gente é apareça nos olhos, na expressão do rosto, em todos os movimentos — acrescentem a esse mundo os detalhes que vocês quiserem (eu me satisfaço com um rio, macieiras carregadas, alguns plátanos e uma colina — ou coxilha, como se diz aqui no Sul — no horizonte), depois convidem pessoas azuis para se darem as mãos e fazerem uma grande concentração para concretizar esse mundo — e, então, quando ele estiver pronto, novo e reluzente como se tivesse sido envernizado, então nós nos encontraremos lá e eu não precisarei explicar nada, nem contar nenhuma estória escura, porque estórias claras estarão acontecendo à nossa volta e nós estaremos sendo aquilo que somos, sem nenhuma dureza, e o que fomos ficou dependurado em algum armário embutido, junto com sapatos (quem precisará deles para pisar na grama limpa dessa terra?), roupas e enfeites (quem precisará de panos, contas ou cores na terra onde o ar será colorido e enfeitará nossos corpos?)— lá, eu digo, nós nos encontraremos entre centauros, sereias, unicórnios e duendes, e sem dizer nada, com um olhar verde (uma das minhas grandes frustrações sempre foi não ter olho verde — mas lá eu terei) eu direi o quanto gosto de vocês, e voaremos de tanta boniteza — combinado?
— Caio Fernando Abreu
Tire alguns segundos para ler isso.

Pense sobre cada frase antes de ler próxima.

Se apaixonar pela pessoa certa e ser correspondido.
... Rir a ponto de não agüentar mais.
Um banho quente num dia de muito frio.
Sem limites em um supermercado.
Aquela encarada de fazer tremer.
Receber e-mail de alguém de quem você gosta e que não manda nunca.
Dirigir por um lindo caminho.
Escutar sua música favorita tocar no rádio.
Deitar na cama e escutar a chuva cair.
Pegar aquela chuva de verão e dar um beijo na chuva.
Tomar aquele banho e dormir na sua própria cama depois de acampar em uma Ilha Grande durante 4 dias.
Toalhas ainda quentes, recém passadas.
Uma ligação de alguém que está distante.
Um banho de espuma.
Uma boa conversa.
A Praia.
Achar uma nota de 50 reais no casaco do inverno passado.
Rir de você mesmo(a).
Ligações depois da meia-noite que duram horas.
Correr entre regadores.
Rir sem motivo nenhum.
Ter alguém pra dizer o quanto você é linda(o).
Rir de algo que acabou de lembrar.
Amigos.
Acidentalmente ouvir alguém falando bem de você.
Acordar e descobrir que ainda pode dormir por mais algumas horas.
O primeiro beijo.
Fazer novos amigos ou gastar tempo com os velhos.
Brincar com o novo bichinho de estimação.
Ter alguém mexendo no seu cabelo.
Sonhar com coisas boas.
Realizar um sonho antigo.
Chocolate quente.
Viajar com os amigos.
Ir a um ótimo show.
Encarar um(a) lindo(a) desconhecido(a).
Ganhar um jogo super disputado.
Fazer bolo de chocolate e depois raspar a calda que ficou na panela.
Ganhar dos amigos, biscoitos feitos em casa.
Gastar tempo com amigos chegados.
Ver sorrisos e risadas dos seus amigos.
Segurar na mão de alguém que você realmente gosta.
Encontrar um velho amigo e perceber que algumas coisas (boas ou ruins) nunca mudam.
Ir nas melhores montanhas russas de novo e de novo.
Ver a expressão no rosto de alguém quando abre o seu tão esperado presente.
Olhar o nascer do sol.
Ver o por do sol no verão.
Conseguir enxergar essas pequenas coisas boas da vida e saber dar muito valor a isso.
Ter sorte.
Acordar toda manhã por mais um lindo dia.

Tudo isso é mesmo muito bom...
E pensar que são coisas tão simples!
 
 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

ORGULHO E HUMILDADE



 Certo dia a humildade virou-se para o orgulho e perguntou:

- Orgulho! Por que te julgas tão melhor que os demais?
...
O orgulho respondeu:

- Bom. Serei bem sincero com você. Na realidade, me julgo melhor do que os outros para ocultar o meu profundo sentimento de inferioridade. E esse sentimento é algo não muito consciente. E por não ser uma coisa muito visível, eu procuro esconde-lo sob a capa da soberba. Quanto maior eu sou, maior é a inferioridade. O sentimento de inferioridade anda sempre atrás de mim, e eu procuro sempre ir à frente, para que, dessa forma, ninguém a veja comigo.

A humildade ouviu a explicação, e concordou, mas sentiu que ainda não era tudo. Ela então perguntou:

- E o que você faz quando encontra alguém que visivelmente é melhor do que você?

O orgulho respondeu:

- Faço o contrário de tu humildade! No momento em que tu percebes alguém melhor do que ti, procuras mirar neste bom exemplo para se aperfeiçoar. Eu já faço o oposto. Quando encontro alguém claramente superior a mim, eu procuro rebaixá-lo a um nível inferior, seja em minha mente, seja em ações que visem desmerecê-lo. Eu mesmo, o orgulho, não consisto apenas no esforço de me sentir melhor do que os demais, mas principalmente em enxergar que os outros são sempre inferiores, tal como, bem no fundo, eu me sinto.

Conte Comigo


 ''Conte comigo, mesmo sem contar a mim tanta coisa que lhe pesa no coração, que lhe amargura e resseca o fundo d'alma.

Conte, nas horas mais abandonadas da vida, quando o olhar, vagando em derredor, só divisar deserto.
...
Conte comigo, mesmo sem vontade de contar com ninguém ou certo de que não vale a pena contar com mais ninguém, nesta vida.

Conte comigo, devagarinho, deixando que a boa vontade vá dizendo, sem nada forçar, à medida em que acreditar.

Conte, durante as agonias, que, de um tempo para cá, não deixam em paz seu cansado coração, pois o bom da vida consiste em encontrar um amigo.

Conte, nas horas inesperadas, quando as tempestades despregam repentinas e tombam por cima da sua cabeça triste.

Conte comigo, para re-aprender a cantar, durante a vida, e a viver de serenas e pequeninas felicidades.

Conte comigo, para eu ajudá-lo a ter rosto bom e quieto, ao menos na presença dos filhinhos menores, que vivem dos rostos abertos.

Conte comigo, para ficar sabendo, de experiência, que há na vida muita coisa linda, coisa escondida, prêmio de quem se venceu na dor.

Conte, para triunfar, no ritmo vagaroso do dever, na cadência da paz diária, aprendendo a teimar com as teimas da vida madrasta.

Conte, que são largos os caminhos da vida, esperando os passos duplos de dois amigos que vão, na direção da conversa.

Conte comigo, para saber olhar ao alto, buscando a face de um Pai.

Conte, mesmo para não se entregar aos desânimos e desencantos, de quem anda cheia da vida, do começo ao fim.

Conte comigo, que venceremos juntos, anjo da guarda com seu pupilo.

Conte, que a vida tem ser bela, criando nós as belezas, de dentro para fora, obrigação do coração, missão da Fé.

Conte comigo, conte sempre, teimando com você mesmo, que não quer saber de mais nada, ofendido que foi, descrente que anda.

Conte quando, olhando para a frente, não sente vontade de andar; olhando para trás, tem medo do caminho que andou.

Conte comigo, para que tenha valor e beleza cada passo seu, cada dia da vida, cada hora dentro de cada dia.

Conte, conte mesmo, sabendo que a Vida nos deu a missão de fazer companhia aos desacompanhados corações dos homens.''

Allan Kardec

domingo, 9 de junho de 2013

Com quem andas?


 Quem já não ouviu a mãe dizer que é para ter cuidado com suas companhias?
Ou o pai ficar apavorado por saber que esta andando com sicrano ou fulano?
E quem não conhece o ditado: “Diga-me com quem andas que te direi quem és”?
Será isto verdadeiro? Será que faz sentido?
... Há os que creem fervorosamente que sim e os que dirão não, que cada um faz o que quer, que tem personalidade própria e não é influenciado por quem esta em volta.
Bem vejamos: cada um tem sua personalidade, pensamentos e opiniões. E só se pode influenciar quem esta aberto para tal. Sendo assim, escolhemos com quem andar baseados nesta mesma premissa, ou seja no que creio, penso e quero partilhar, mesmo que tudo isto seja inconsciente.
Contudo, aqui é que mora o perigo, pois quem esta ao lado é um reflexo do que há dentro de mim. Não é o grupo quem influencia e sim minhas emoções que me fazem andar com aquela ou outra pessoa. O grupo pode potencializar um comportamento, porem não se engane, este já tinha raiz em mim, já era existente e pulsante. Mesmo que eu não me desse conta disto anteriormente.
Por isto, de tempos em tempos é saudável fazer uma avaliação de como estamos levando a vida. Fim de ano é um ótimo momento para isto, parece até estar implícito que se faça tal balanço. Durante esta avaliação cabe olhar as pessoas que nos rodeiam, não para julgá-las e sim para pensar no que me atrai, no que me impele a estar junto e, principalmente, no que sou ou não parecido. Muitas vezes criticamos do outro aquilo de que somos idênticos. Não percebemos que fazemos igual, que também somos daquela maneira. Pensar nos atos dos últimos tempos, ver o que se intensificou, o que aumentou e se questionar onde isto começou, de que raiz isto provem? Não foi o outro quem influenciou, no máximo só potencializou. Mas por que? O que estou buscando com tal conduta? O que desejo encontrar, conseguir ou me libertar?
O problema não são os amigos e sim o que esta dentro de nós. Porem olhar em volta pode ser um bom termômetro para entender como temos levado a vida. E é neste momento que o ditado se torna verdadeiro, só escolhemos andar com quem somos parecidos, caso contrario será repelido.
DIGO E REPITO:
Eu não compactuo com o BANDO da hipocrisia,Ok?